Átila Alberti
Gionédis afirmou que
quer pagamento à vista
pra liberar Rafinha.

Passam os dias e a pergunta permanece: afinal, como está a situação de Rafinha?

O lateral-direito do Coritiba continua alvo do interesse de clubes europeus, mas o principal postulante segue sendo o Schalke 04, que inclusive já aceitou a pedida alviverde de 5 milhões de euros. A pendência estaria na forma como o time alemão quer fazer o pagamento – eles querem parcelar, o Coxa quer à vista.

O presidente Giovani Gionédis, em entrevista à Rádio Transamérica, disse que nenhum clube teria chegado ao que o Cori está pedindo.

?A melhor proposta que recebemos foi de quatro milhões de euros?, afirmou, sem citar que clube seria. ?Eu quero dizer claramente que não vou ceder. Nós precisamos de dinheiro, mas já temos o nosso orçamento fechado para 2005. A distância entre o que nós queremos e o que nos ofereceram é grande?, completou.

Mas emissários da Massa Sports, que representam Rafinha, estão em Gelsenkirchen. ?O que nós sabemos é que há um impasse lá na Alemanha?, comentou Marcos Malaquias, procurador do lateral. O Schalke teria aceitado pagar os cinco milhões, mas eles querem fazer em duas parcelas, o que o Coritiba não quer. ?Nós entendemos a posição do presidente Gionédis. Ele está correto?, completou Malaquias.

Rafinha está, novamente, de malas prontas para a Alemanha, mas se mantém tranqüilo. ?Eu estou pensando somente no Coritiba, que é o clube que defendo?, disse o lateral.

?É um ótimo garoto, que não se afeta com essas coisas?, resumiu Giovani Gionédis.

Um duro aprendizado pro elenco

Maturidade. Foi esta a palavra mais ouvida nos últimos dias no Coritiba. Após o empate com o São Caetano, o técnico Cuca admitiu que o time não soube administrar a vantagem que obteve no segundo tempo. E, segundo ele, só assim o elenco alviverde, formado por jogadores de diversas idades e formas de encarar sucessos e fracassos, vai aprender as lições duras do futebol – como aprendeu com a partida de sábado.

O trauma do gol do Azulão ainda não foi plenamente superado. ?É duro, porque tínhamos tudo para ser ovacionados e acabamos perdendo boa parte daquilo que nós fizemos?, argumenta Cuca. ?É complicado falar, mas nós não conseguimos segurar o placar. Inclusive quase sofremos o terceiro gol?, lembra o meia Marquinhos. ?Não tocamos a bola, não fizemos o tempo passar?, reconhece o lateral Rafinha.

Não é fácil criar esta maturidade em um grupo de 35 jogadores – já é complicado adquirir individualmente a tal maturidade. E aí está o grande desafio e por isso Cuca acredita que só nas adversidades os jogadores vão entender o que fazer em cada situação. ?Nós vamos aprender sofrendo gols nos minutos finais, perdendo ou empatando partidas, sofrendo e sentindo a dor da frustração e da perda?, resume o comandante alviverde.

Para o preparador físico Róbson Gomes, que conhece bastante os jogadores do Coritiba, esta maturidade já está sendo conquistada. ?Isso começa com o conhecimento do grupo. Eles precisam se entrosar dentro e fora de campo. E, depois, a participação que cada um tem durante a competição. Eles vão aprendendo a cada dia?, comenta. Assim como Cuca, ele diz que os resultados são grandes lições. ?A competição ensina muito?, avalia.

Já ensinou ao Coritiba que é necessário entrar com atenção desde o início das partidas – há algumas rodadas, o drama alviverde era não conseguir conter os gols sofridos nos minutos iniciais. ?Naquela vontade de buscar a vitória, nós deixamos de cuidar de coisas importantes?, admite Marquinhos. ?Ainda há algumas coisas que não se encaixaram?, completa Cuca.

Agora, Cuca e os jogadores esperam que a lição seja aprendida rapidamente.