A exemplo do que ocorreu na última prova da Fórmula 1, no GP da Europa, na semana passada, a equipe Williams voltou a fazer dobradinha, desta vez no GP da França, disputado ontem no circuito de Magny-Cours. O vencedor foi o alemão Ralf Schumacher, com o colombiano Juan Pablo Montoya chegando em segundo lugar. O alemão Michael Schumacher conseguiu um lugar no pódio com a sua Ferrari, enquanto seu companheiro de equipe, o brasileiro Rubens Barrichello, terminou apenas na sétima colocação.

Entre os brasileiros, Antonio Pizzonia, da Jaguar, terminou em 10.º lugar e Cristiano da Matta, da Toyota, ficou em 11.º.

Ralf liderou a prova de ponta a ponta em Magny-Cours. Essa foi a sua sexta vitória na categoria – a segunda neste ano.

Para fechar um final de semana pouco feliz na França, Rubens Barrichello teve problemas no início da corrida, rodou e caiu para a última colocação.

Schumacher segue liderando o Mundial de F-1, agora com 64 pontos. Em segundo lugar está o finlandês Kimi Raikkonen (56), que terminou em quarto lugar na França. Ralf soma 53 pontos e é o terceiro colocado. A próxima etapa do Mundial será dia 20, em Silverstone, com o GP da Inglaterra.

Boa fase

Apesar da boa fase que vive, vencendo dois Grandes Prêmios consecutivos e assumindo o terceiro lugar na tabela de classificação apenas três pontos atrás de Kimi Raikkonen e onze atrás de seu irmão e líder Michael, o alemão Ralf Schumacher prefere não comentar a boa possibilidade de chegar às últimas provas do ano disputando o título da temporada.

“Bem, finalmente venci largando na pole”, comemorou o piloto, em alusão às demais corridas em que largou na primeira posição mas não conseguiu vencer. “Espero que a gente consiga manter este bom momento que vivemos e sei que estamos conseguindo nos aproximar da Ferrari, mas nesse momento prefiro não pensar ainda no título mundial. Na F1 as coisas mudam muito rapidamente.”

Já o colombiano Juan Pablo Montoya, que durante a prova não chegou a ameaçar o primeiro lugar de Ralf, reclamou do carro. “Não estive confortável no meu carro hoje, perdi muito tempo principalmente no terceiro trecho cronometrado”, explicou o piloto. “Como tinha muitos retardatários, tentei antecipar meu terceiro pit, mas não consegui ganhar a posição de Ralf. Depois disso, decidi poupar meu equipamento, já que tinha uma boa vantagem sobre Michael.”

Schumi nega crise na Ferrari

Depois de ser mais uma vez batido pelas duas Williams no GP da França, o alemão Michael Schumacher contabiliza um saldo positivo na luta pelo título mundial. Mesmo com seus pneus Bridgestone em franca desvantagem frente aos Michelin, ele terminou na terceira colocação e aumentou para oito pontos a sua vantagem sobre o finlandês Kimi Raikkonen, que permanece em segundo. “Logo no início dos treinos aqui em Magny-Cours, percebemos que não seríamos tão competitivos quanto esperávamos inicialmente”, disse o alemão. “Assim, o terceiro lugar realmente foi o melhor que poderia conseguir hoje (ontem). Temos um bom carro, mas a Williams BMW também e estamos cientes dessa situação. Vamos trabalhar duro em conjunto com a Bridgestone, mas definitivamente não estamos vivendo nenhum tipo de crise.”