Já imaginou olhar no espelho retrovisor do seu carro e ver um touro vermelho bufando pelas ventas? Pois a partir de agora, e até o fim do Mundial de F1, é o que vai acontecer com os carros “marca-texto” da Brawn GP, um pavor que será sentido especialmente por Jenson Button.

O inglês ainda lidera o campeonato depois de nove corridas. Só que a diferença de pontos dele para os pilotos que guiam os touros vermelhos da Red Bull – cujos carros são azuis escuros, na verdade -vem caindo drasticamente. Ontem, o time rubrotaurino conseguiu sua segunda dobradinha seguida. E Button, pelo segundo GP consecutivo, não levou troféu algum para casa.

Lá na frente, Mark Webber chorava dentro do capacete, de alegria por sua primeira vitória na F1, depois de 130 GPs e mais de sete anos após a estreia, enquanto Jenson recebia a bandeirada mais de 23s atrás do australiano.

Seu companheiro Sebastian Vettel foi o segundo colocado. Felipe Massa, da Ferrari, terminou em terceiro. Button foi o quinto e seu parceiro Rubens Barrichello, que liderou a primeira parte da prova, o sexto.

Com isso, o britânico viu a vantagem que tinha sobre os pilotos da Red Bull despencar para 21 pontos (para Vettel) e 22,5 (para Webber). Ambos, nas duas últimas provas, marcaram 18 pontos; Button fez sete.

Barrichello, que era o vice-líder desde a primeira corrida do ano, caiu para o quarto lugar. No Mundial de Construtores, a ameaça é ainda mais clara: 112 x 92,5 para a Brawn.