São Paulo – Édson Arantes do Nascimento, o Pelé vai pedir aposentadoria. O Rei, segundo o jornal O Estado de Minas, ligou ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e pediu um levantamento de todos os jogos oficiais que participou durante os 18 anos que defendeu o Santos Futebol Clube. A entidade vai separar as fichas de cada partida e enviar tudo para o INSS.

O Santos foi o único clube pelo qual Pelé atuou profissionalmente no Brasil. Normalmente, a aposentadoria do ex-jogador estaria condicionada aos comprovantes de recolhimento dos encargos sociais pelo clube. Mas, como não tem certeza de que todos estes recolhimentos foram feitos, o Rei pediu os documentos à CBF para tentar a contagem do tempo de serviço apenas por meio das fichas dos jogos e registros da entidade.

Ricardo Teixeira teria respondido prontamente ao pedido e acionado o departamento técnico da CBF para fazer o levantamento. Se a estratégia for aceita e o INSS contar os 18 anos de Pelé como jogador, os 17 restantes para completar o tempo de aposentadoria seriam preenchidos pelas atividades do Rei como empresário. Segundo o Estado de Minas, o objetivo de Pelé é receber o teto da aposentadoria permitido, ou seja, R$ 2.508,72.

Leilão de camisa decepciona diretor

Maceió –

O diretor do Museu dos Esportes Edvaldo Santa Rosa, Lauthenay Perdigão, ficou decepcionado com o resultado do leilão da camisa usada por Pelé no final da Copa do Mundo de 1958. Para ele, a relíquia que pertencia ao Museu Dida – apelido do craque alagoano Edvaldo Santa Rosa – valia muito mais do que os US$ 105 mil arrecadados (cerca de R$ 300 mil).

A camisa azul que Pelé usou na vitória do Brasil por 5 a 2 sobre a Suécia foi vendida ontem em um leilão na Christie’s, casa especializada em leilões em Londres, na Inglaterra. Ela foi arrematada por telefone, por um valor bem inferior ao que se esperava. O comprador não quis se identificar.

“Outras peças, como a camisa que Pelé usou na Copa de 70, foram leiloadas por um valor muito maior, embora essa não tenha a mesma importância história que a camisa azul de número 10 usada pelo rei do futebol, na final da Copa da Suécia”, comentou Lauthenay Perdigão, acrescentando que se arrependeu de ter entregue a peça para ser leiloada.

“Se eu soubesse que mais de 50% do valor do leilão ficaria com o governo federal, eu não teria entregue a camisa para leilão”, comentou Perdigão, que é radialista e há 11 anos dirige o Museu dos Esportes, que é vinculado ao governo do Estado e fica nas dependência do Estádio Rei Pelé, no bairro do Trapiche da Barra, em Maceió.

O diretor esperava que a camisa fosse vendida entre US$ 130 mil a US$ 180 mil. Descontados os impostos, a taxa do Banco Central, o percentual da Christie’s e do advogado que intermediou o negócio, Lauthenay calcula que esperava receber algo em torno de R$ 100 mil, que seria dividido em partes iguais com a família do Dida.

“Ainda não sei quanto vai sobrar, depois de serem feitos os descontos, mas o compromisso com o Edson Santa Rosa – irmão do Dida – continua de pé: metade do que vier para o Museu será da família dele. A outra metade vamos usar para equipar o museu, que continua com outra peças importantes”, completou Lauthenay.