Após ver o Grêmio sofrer para vencer o lanterna Atlético Goianiense por 1 a 0, na noite desta quarta-feira, no estádio Olímpico Pedro Ludovico, em Goiânia, pela penúltima rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, o técnico Renato Gaúcho admitiu que o seu time ficou devendo uma atuação melhor. Entretanto, ele exaltou a “raça e determinação” que fizeram com que a equipe pudesse chegar aos 36 pontos na vice-liderança e se manter oito atrás do Corinthians, que em outro duelo desta quarta derrotou o Atlético-MG por 2 a 0, no Mineirão, em Belo Horizonte.

“O nosso primeiro tempo não foi muito bom, nós aceitamos muito as coisas, aceitamos o Atlético jogar, tocar a bola, aceitamos muito a marcação e erramos muitos passes. Mas, no intervalo do jogo a gente conversou, acertamos algumas coisinhas e a equipe voltou um pouco diferente. Fui fazendo as modificações, a equipe foi crescendo e conseguimos fazer o gol, que foi importante”, analisou o comandante, em entrevista coletiva, na qual em seguida enfatizou o espírito de luta de seus jogadores.

“O campo também não ajudou muito e, é aquela coisa que eu falo para vocês (jornalistas), nem sempre o Grêmio vai ter aquela superioridade em termos de posse de bola, em termos de jogar bem, mas tem horas em que a raça e a determinação vão ser muito mais importantes do que isso”, completou.

Renato ainda reconheceu que o Grêmio saiu no lucro por ter saído de campo para o intervalo do jogo em igualdade no placar, mas comemorou o fato de que o time da casa foi ineficiente no setor ofensivo. “No primeiro tempo, merecíamos ter perdido. Felizmente, o Atlético-GO não fez gol”, disse, para mais tarde enfatizar: “O mais importante de tudo é que fizemos o suficiente para vencer no segundo tempo”.

Após o triunfo na capital goiana, o Grêmio vai fechar a sua campanha no primeiro turno do Brasileirão neste domingo, contra o Atlético-MG, às 16 horas, em Porto Alegre. Um dia antes, o Corinthians terá nova chance de abrir maior vantagem na ponta em duelo diante do Sport, às 19 horas, no Itaquerão, em São Paulo.