Renato Gaúcho reclamou muito nesta sexta-feira do calendário do futebol brasileiro. Em entrevista coletiva antes da partida com o Atlético Mineiro, domingo, às 16 horas, em Porto Alegre, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico comentou que tem sido impossível repetir a mesma formação no Grêmio.

Classificado às oitavas de final da Copa Libertadores e à semifinal da Copa do Brasil, o Grêmio vem de uma desgastante sequência de jogos, que tem feito o treinador alternar constantemente a escalação entre titulares e reservas.

“É aquilo que eu sempre falo: não tem plantel que aguente. O Brasil todo está reclamando, todo mundo tem perdas e estamos tendo aqui o maior cuidado, colocando sempre uma equipe diferente, quase por obrigação”, lamentou Renato. “É muito difícil. É muito difícil colocar a mesma equipe em campo.”

Sobre a partida com o Atlético-MG, o treinador preferiu fazer mistério sobre a escalação, uma vez que pode poupar os titulares para o jogo de quarta-feira contra o Godoy Cruz-ARG, em Porto Alegre, na volta das oitavas da Libertadores – o time brasileiro ganhou a ida por 1 a 0. Sua única confirmação foi a presença do goleiro Paulo Victor, contratado do Flamengo. “Os outros dez vocês vão saber uma hora antes do jogo.”

Ainda assim, Renato sinalizou que deve poupar alguns titulares devido ao excessivo desgaste. “Eu preciso de um denominador que seja bom para todo mundo. Não adianta colocar um jogador em campo se ele está para estourar. Temos várias decisões pela frente, então seguramos alguns jogadores porque eles estão no limite”, sinalizou. “Tem alguns jogadores que estão no limite do limite.”

O treinador falou ainda sobre a desvantagem de oito pontos para o líder Corinthians. E afirmou que, se o Grêmio quiser ser campeão brasileiro, precisa pensar jogo a jogo. “Temos o jogo no próximo domingo e precisamos pensar nos três pontos, porque não adianta pensar no tropeço do Corinthians se a gente não faz a nossa parte”, acrescentou o treinador, ponderando que o adversário tem uma grande vantagem no campeonato.

“A grande vantagem do Corinthians é estar com a cabeça praticamente apenas no Campeonato Brasileiro. As outras equipes fortes que poderiam brigar pelo título estão na Copa do Brasil, na Libertadores ou nas duas”, completou.