Renato Gaúcho virou uma espécie de consultor informal de Jair Bolsonaro sobre o futebol brasileiro. O treinador do Grêmio foi procurado pelo presidente da República na semana passada para falar sobre o retorno de treinos e jogos no país. A posição de Portaluppi foi clara: não é hora de forçar a volta da rotina nos clubes e campeonatos.

Bolsonaro e Renato conversaram por telefone no final da semana passada. O presidente chegou a mencionar a conversa em entrevista concedida na segunda-feira (27), quando citou personagens do futebol contatadas, mas não havia revelado quem era do outro lado da linha. A revelação foi feita pela GaúchaZH e confirmada ao UOL Esporte.

Renato Gaúcho chegou a ameaçar liderar greve no futebol brasileiro quando do avanço da pandemia do novo coronavírus. A declaração foi dada após jogo contra o São Luiz-RS, pelo Gauchão, em 15 de março. No dia seguinte, a Federação Gaúcha de Futebol paralisou o campeonato.

Bolsonaro ouviu de Renato que é inviável o retorno dos treinos agora, mesmo diante de protocolos de prevenção. A circulação de um grande número de pessoas nas instalações do clube é um dos motivos. Outro é o confronto em campo contra adversários que podem não ter testado para a Covid-19.

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A ideia geral é que o nome de Portaluppi foi buscado por se tratar de um treinador da primeira divisão, ex-jogador e que se posicionou recentemente sobre a pandemia.

Renato Gaúcho mantém amizade com Jair Bolsonaro há tempos. O treinador do Grêmio e o presidente se aproximaram durante a eleição de 2018 e de lá para cá afinaram o contato a ponto de se falarem ‘quase toda semana’, segundo pessoas próximas de ambos.

Recentemente, Renato, inclusive, enviou uma camisa do Grêmio de presente ao amigo.

Bolsonaro ouviu o técnico abrir voto durante a eleição, e um interlocutor foi responsável por fazer o contato. No ano passado, o presidente chegou a ensaiar presença em jogo do Grêmio para atender convite do treinador.

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