Valquir Aureliano
Dirceu Krüger troca idéias com o técnico e tenta passar um pouco da sua enorme experiência.

?O professor sabe tudo daqui e como é que eu vou desprezar esse conhecimento?. As palavras do técnico René Simões se dirigem a uma de suas principais referências sobre o que se passa dentro do Coritiba, Dirceu Krüger. Craque do passado, segundo treinador com mais partidas dirigidas no Alviverde, o Flecha Loira tem sido um dos ancoradouros do atual comandante da equipe nesses tempos de muita cobrança. ?Eu chego, encosto nele, pergunto o que ele está achando, o que ele viu porque, às vezes, o alpinista não vê a montanha tão bem quanto alguém que está de fora?, explica René. Em entrevista à Tribuna, Krüger conta como são essas conversas e o que achou da bandeira feita em sua homenagem.

Tribuna – Como tem sido essas conversas com o René?

Krüger – Nós conversamos sobre futebol e são interessantes essas conversas porque sempre se tira algo. Nós passamos algumas coisas e ele é um técnico muito interessado na situação do clube, no conhecimento mais rápido possível dos jogadores e isso é o que a gente vem conversando.

Tribuna – Algo específico?

Krüger – Características de jogadores, algumas coisas na questão de motivação, conversas sobre a vida deles, as passagens dele nos clubes e nas seleções.

Tribuna – Atuando na coordenação das categorias de base você não sente saudade de estar mais próximo do time principal?

Krüger – A gente sempre está no meio. Eu estou nas categorias de base hoje, mas sempre conversando no meio do futebol, na conversa do time principal e da base.

Tribuna – Como que você compara o Coritiba deste ano com o do ano passado?

Krüger – Olha, a gente sempre conta com o melhor. Ano passado, o Coxa fez uma campanha brilhante na primeira fase e, na segunda, houve um declínio. Eu estou sentindo que o Coritiba está no caminho da classificação e até do título. O grupo é muito bom. A gente sente que é bastante unido e isso conta muito. Evidentemente que tem que ter aqueles resultados no início para você poder administrar na seqüência dos jogos e evitar a pressão de ter que vencer no final.

Tribuna – O que você achou da bandeira (colocada na arquibancada, no gol de fundos) que a torcida fez em sua homenagem?

Krüger – Isso sensibiliza, é uma torcida nova, um grupo novo, eles estão me homenageando e isso me dá muita alegria.

Tribuna – Como foi esse contato com eles?

Krüger – Eles tinham conversado comigo e perguntaram se poderiam utilizar uma bandeira com aquele gesto, aquela foto em que eu tinha feito um gol, mas não lembro contra quem porque faz muito tempo, e foi muito gratificante.

Fabinho volta contra o Ipatinga

O técnico René Simões comanda hoje à tarde em Ipatinga o treino apronto que vai definir o Coritiba para a partida de amanhã contra a equipe local.

A principal novidade deverá ser o retorno do lateral-esquerdo Fabinho no lugar de Dinei, expulso. No entanto, o treinador também deverá avaliar a possibilidade de mudar o ataque. Com a boa atuação em Fortaleza e o gol de empate contra o Ceará, Chumbinho se credencia para virar titular. O confronto contra os mineiros está programado para as 20h30 de amanhã no Ipatingão.

Depois da partida de sábado, a delegação embarcou ontem da capital cearense direto rumo ao interior de Minas Gerais, na miniturnê pelo Nordeste e Sudeste do País. De Curitiba, Fabinho foi se encontrar com o restante da delegação após cumprir a suspensão automática e entra na equipe. Caso René opte por Chumbinho, Henrique Dias, ou Caíco, deve ser sacrificado.

A definição sai após o trabalho a ser realizado num campo em Ipatinga mesmo. Uma vitória amanhã poderá valer até a liderança da Segundona ao Alviverde.

Apito

O fluminense William Marcelo Souza Nery comandará Ipatinga x Coritiba.

Ele será assistido pelos conterrâneos Ediney Guerreiro Mascarenhas e Paulo Sérgio Durães Fernandes.