Há três jogos sem vencer, a Ponte Preta acendeu o sinal amarelo. O time ganhou apenas um ponto em nove disputados nas últimas três rodadas, o que tornou imperativo vencer o Bahia, nesta quarta-feira, às 19h30, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP), pela 13.ª rodada do Campeonato Brasileiro. A equipe vai ter várias mudanças e os jogadores até lavaram a roupa suja no último treino antes deste duelo.

Tanto o elenco como a comissão técnica minimizaram a reunião entre eles antes do treino tático desta terça-feira. Na verdade, há uma cobrança geral porque existe a necessidade de se pontuar. Estacionada em 15 pontos, o time paulista ocupa a 13.ª posição. Perdeu na última rodada para o Corinthians, em São Paulo, e antes empatou fora sem gols com o Avaí e perdeu em casa para o Palmeiras.

A receita para a reação, segundo o técnico Gilson Kleina, “é a doação de todos. Se cada jogador der um pouquinho a mais de esforço, com certeza o grupo vai ficar mais forte”. Além disso, a Ponte Preta vai ter o apoio de sua torcida. O time se comporta bem em casa, onde venceu pela última vez no dia 22 de junho – 1 a 0 no Cruzeiro. No estádio Moisés Lucarelli também conquistou as outras três vitórias – sobre Sport (4 a 0), Chapecoense (3 a 2) e São Paulo (1 a 0).

Algumas mudanças já eram esperadas. Kadu entra na defesa no lugar de Rodrigo, suspenso por quatro jogos por sua expulsão diante do Palmeiras. No meio de campo, o volante Wendel ganha a posição de Elton para reforçar a marcação ao lado de Fernando Bob e Jadson.

A ausência do meia Renato Cajá, suspenso por dois jogos e que só cumpriu a automática, também por expulsão diante do Palmeiras, pode ser suprida pelo meia Léo Artur. Ou então pelo atacante Claudinho, que formaria a linha ofensiva ao lado de Lucca e Emerson Sheik.

O departamento jurídico até tentou o efeito suspensivo de Rodrigo e Renato Cajá, mas sem otimismo em êxito. Tanto que o time vai ter novidades no banco de reservas. Uma delas é o meia Xuxa, contratado junto ao Mirassol, que ainda não atuou no Brasileirão porque estava machucado. Outra é o volante Jean Patrick, ex-Luverdense, que veio do Albirex Niigata, lanterna na J-League (Japão).

Além do jovem atacante Yuri, de 19 anos, que vinha treinando com o profissional, mas foi devolvido à base. Daí deu a volta por cima ao marcar cinco gols em dois jogos. Por méritos, está de novo no banco de reservas. Ele é muito querido pela torcida desde que se destacou na última Copa São Paulo de Futebol Júnior, em que marcou nove gols.