A pouco menos de um ano para a Copa do Mundo, a seleção russa abre a disputa da Copa das Confederações neste sábado, contra a Nova Zelândia, sob muitos questionamentos. Tanto em relação à estrutura, fora de campo, quanto em relação à qualidade da equipe, as dúvidas passarão a ser respondidas quando a bola começar a rolar ao meio-dia (horário de Brasília).

O país entra pressionado nesta Copa das Confederações. Não só por precisar mostrar sua capacidade de organização, após atrasos e problemas nas obras dos estádios e de infraestrutura, mas também em relação ao nível técnico de sua seleção. No sábado, ainda terá de atuar sob os olhares do presidente Vladimir Putin, que estará entre os 44 mil torcedores no Estádio São Petersburgo.

A seleção russa não faz uma campanha convincente desde a Eurocopa de 2008, quando, comandada por nomes como Zhirkov e Arshavin, caiu apenas nas semifinais para a Espanha. De lá para cá, foi eliminada na primeira fase da Eurocopa em 2012 e 2016, ficou de fora da Copa do Mundo de 2010 e também caiu no estágio de grupos do Mundial de 2014, no Brasil.

A péssima sequência culminou em uma mudança no projeto. O técnico Fabio Capello, ex-Real Madrid, Juventus, Milan, entre outros, foi demitido, dando lugar a Leonid Slutsky, também dispensado após o último insucesso na Eurocopa. A aposta, agora, é em Stanislav Cherchesov, contratado no ano passado para comandar uma renovação na equipe. Alguns dos medalhões pararam de ser convocados, abrindo espaço para jovens valores.

Uma das principais esperanças da equipe nacional é o meia Aleksandr Golovin, de apenas 21 anos, do CSKA Moscou, considerado o jogador mais talentoso da equipe. O volante Glushakov, do Spartak Moscou, e o atacante Smolov, do Krasnodar, são outros destaques. Entre as novidades propostas por Cherchesov, o goleiro Guilherme, nascido no Brasil e naturalizado russo, se estabeleceu na equipe e é reserva de Akinfeev para a Copa das Confederações.

Os resultados, no entanto, não têm sido dos melhores. Do início de 2016 para cá, a Rússia disputou 16 partidas, com apenas quatro vitórias. A um ano para o Mundial, o desempenho preocupa e, por isso, a principal meta da seleção nesta Copa das Confederações é melhorar sua imagem.

Para a estreia, o adversário não poderia ser melhor. A Nova Zelândia é, na teoria, a seleção mais fraca do torneio, considerada a segunda força da Oceania e que disputa a Copa das Confederações como atual campeã do seu continente em uma disputa enfraquecida após a Austrália ter se filiado à Confederação Asiática de Futebol e chegado para o torneio da Fifa como campeã da Copa da Ásia. Sem muita qualidade técnica, então, os neozelandeses têm como maior característica a força defensiva, com apenas sete gols sofridos nos últimos 18 jogos que disputaram.