Porto – A República Checa não deu espaço para zebras. Desde o início colocada no grupo das favoritas para a conquista da Euro-2004, desempenhou ontem à perfeição o papel que lhe cabia, ao bater a Dinamarca por 3 a 0, no Estádio do Dragão, no Porto, na última partida das quartas-de-final. O próximo obstáculo é a Grécia, na quinta-feira, na penúltima etapa para chegar ao título continental.

Os checos jogaram conforme o figurino. No primeiro tempo deram a falsa impressão de domínio dos dinamarqueses, que foram para cima, pressionaram, mas não criaram situações de perigo. A ordem natural foi restabelecida no início da segunda fase, com gol de Koller, 2,05 metros, aos 4 minutos, de cabeça e praticamente sem tirar os pés do chão.

A vantagem encorajou mais os checos, que passaram a tocar a bola com extrema facilidade. Por isso, os outros gols surgiram com naturalidade. Baros fez o segundo, aos 18, ao encobrir o goleiro Sorensen com toque sutil. Dois minutos depois Baros voltou a marcar, ao completar passe sob medida de Nedved. Com 5 gols, é o artilheiro da Euro.

Os dinamarqueses consolavam-se com os aplausos da torcida e com as estatísticas. Segundo o levantamento oficial, ficaram com a bola nos pés em 61% do jogo, contra 39% dos checos. A diferença está na eficiência: enquanto os nórdicos trançavam passes, até com graça, os checos faziam os gols.

As semifinais terão dois times que jamais conquistaram o título (Portugal e Grécia) e dois que buscam o bicampeonato (Holanda e República Checa). Os holandeses foram campeões em 1988 e os checos venceram em 1976.

Ficha técnica:
Gols:

Koller aos 4, Baros aos 18 e aos 20 do 2.º tempo.
República Checa: Petr Cech; Jiranek (Grygera), Bolf (Rozehnal), Ujfalusi e Jankulovski; Poborsky, Rosicky, Galasek e Nedved; Koller e Baros (Heinz). Técnico: Karel Bruckner.
Dinamarca: Sorensen; Helveg, Laursen, Henriksen e Bogelund; Poulsen, Claus Jensen (Madsen), Gravesen e Gronkjaer (Rommedahl); Tomasson e Joergensen (Lovenkrands). Técnico: Morten Olsen.