O governo do Estado, a prefeitura da capital, o comitê paulista para a Copa de 2014 e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidirão nesta quarta-feira o estádio de São Paulo para o Mundial do Brasil. O poder público vai insistir na escolha do Morumbi, mas a chance de sucesso é zero. Arena Palestra Itália e Pacaembu serão apresentados à CBF pelo governo estadual e pela prefeitura. Dependendo de como se encaminhar a reunião, ainda poderá entrar na pauta o “Piritubão” e um novo estádio do Corinthians, em Itaquera ou em Guarulhos.

Com os três estádios que serão apresentados como opções (Morumbi, Arena Palestra e Pacaembu), a avaliação é que o governo paulista abriu mão de receber a abertura da Copa do Mundo. A reunião será às 11 horas, no Palácio dos Bandeirantes. Participarão do encontro o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o governador Alberto Goldman, o prefeito Gilberto Kassab e Francisco Vidal Luna, coordenador do comitê paulista para a Copa de 2014.

Teixeira deverá insistir na construção da nova arena em Pirituba, que até pouco tempo era a primeira opção de Kassab. O prefeito, no entanto, não encontrou investidores e, se esse for o projeto escolhido para a cidade, a CBF terá de ajudar na busca pela viabilização financeira.

O projeto de reformulação do Morumbi será descartado por Ricardo Teixeira. A Fifa já havia feito isso durante a Copa da África do Sul, quando excluiu o estádio do São Paulo por falta de garantias financeiras para o projeto aprovado – cujo valor ultrapassava R$ 600 milhões. Depois, nem se deu ao trabalho de olhar um novo projeto, de cerca de R$ 220 milhões, que não contempla a lista de exigências para a abertura.

O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, confirmou nesta terça ter recebido um contato do comitê paulista para a Copa de 2014 pedindo informações sobre a Arena Palestra Itália, que deverá ficar pronta até o fim de 2012, com capacidade para 45 mil torcedores. “O Palmeiras só passou as informações solicitadas pelo comitê. O que fizemos foi unicamente colocar o estádio à disposição para jogos da primeira fase. Sabemos que a Arena não tem capacidade para receber a abertura”, afirmou Belluzzo.

O Pacaembu, terceira opção do governo estadual e que tem um projeto de ampliação temporária para 65 mil pessoas, ao custo de R$ 500 milhões, tem chances muito pequenas de ser usado na abertura. A avaliação é do ex-secretário de Esportes da capital, Walter Feldman. “Para a abertura, o Pacaembu está fora. Contudo, se o caso for receber outros jogos, o projeto é o melhor”.