O ídolo dos gramados começou o seu trabalho no comando técnico do Paraná Clube. Depois de dois anos e mais experiente no cargo, Ricardinho iniciou as atividades com o grupo pensando na sua reestreia, diante do Santa Cruz, sábado, na Vila Capanema.

O treinador fez questão de exaltar em vários momentos na sua primeira entrevista coletiva, que aceitou o pedido da direção por ter um carinho especial pelo clube e tratou de definir o retorno como uma convocação para ajudar o time do coração. “Fiquei feliz e também satisfeito e jamais iria faltar a esta convocação. Sei muito bem, de todas as situações que o Paraná atravessa e faço isto com gosto, como um paranista e com muito prazer. Vamos tentar fazer o possível para agregar as coisas que o clube precisa”, disse o ex-atleta formado pelas categorias de base do Tricolor.

Ricardinho está ciente das dificuldades que o clube passa. Financeiramente a diretoria tem encontrado dificuldades para honrar os compromissos salariais com atletas e funcionários. Além disto, a questão estrutural em vários departamentos é colocada como primordial para a realização de um bom trabalho, seja qual for o segmento. Sendo assim, Ricardinho irá auxiliar a direção para uma reestruturação completa no Paraná Clube. “O Paraná precisa se estruturar para poder sonhar com algo maior, algo superior. Às vezes, a gente está sonhando com situações possíveis, por exemplo, a primeira divisão, mas temos primeiro, que ter humildade para enfrentar nossos problemas e de estruturar novamente o departamento de futebol, dando condições para todos os profissionais”, afirmou o técnico paranista.

E uma das prioridades para evoluir como clube de futebol, é a contratação de um diretor para a área. Desde a saída de Roque Júnior, em maio, o Paraná tem o cargo vago. Com a chegada do novo treinador, a função deve ser ocupada por um profissional. “Conversamos sobre isto e de maneira interna será discutida. É algo que os jogadores vêm pedindo e vamos procurar ter a solução em breve. A necessidade de alguém na função é essencial para a estruturação”, avaliou Ricardinho. Lembrando que em julho, o Paraná chegou a procurar Ricardo Machado Lima. Ambos trabalharam juntos no Tricolor, na década de 90.

Ricardinho assinou contrato com o Paraná com vigência até o final do ano, mas com possibilidade de renovação para 2015.

Erros do passado

A direção reconheceu que há dois anos acabou “pisando na bola” com Ricardinho e que agora tudo será diferente e o seu retorno foi tratado como um marco importante paraa história do Paraná Clube.

Em 2012, no seu primeiro trabalho como treinador, Ricardinho não teve o apoio necessário e reclamou disto abertamente. E ontem, o vice-presidente de futebol, Celso Bittencourt, reconheceu a falha. “Não que naquela ocasião a gente tenha mentido, mas a gente sonegou algumas informações com o receio que ele não viesse trabalhar, porque a gente precisava muito dele naquele momento”.

Mostrando que o tempo é o senhor da razão, Ricardinho não demonstra mágoa pelo passado e usa a experiência para trabalhar tranquilo no clube. “A vida é um aprendizado constante. Todos os dias, a gente aprende alguma coisa. Eu estou muito melhor do que em 2012 em todos os sentidos porque a gente procurou se interessar para se adequar a função”, finalizou o treinador.

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