O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, não foi nesta quinta-feira à sede da entidade, no Rio de Janeiro. Passou o dia envolvido com exames e consultas médicas. Ele é diabético, esteve internado no final do ano passado com um quadro de diverticulite e estaria com sequelas de um tombo de cavalo sofrido em 1998, em sua fazenda, no interior do Rio de Janeiro.

Ricardo Teixeira também já passou por uma cirurgia de coração anos atrás e, segundo pessoas próximas, está com a saúde debilitada. Por isso, vai pedir licença do cargo nos próximos dias. “Ele está muito doente. Estamos rezando para que se recupere”, contou a presidente da Federação de Futebol da Paraíba, Rosilene de Araújo.

Ao formalizar o pedido de licença, Ricardo Teixeira vai poder escolher entre os cinco vice-presidentes da CBF aquele que o substituirá. A tendência é que opte por José Maria Marin, vice da Região Sudeste. “Teixeira passa por momento delicado de saúde, com algumas complicações”, disse o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Peixoto.

A ausência de Ricardo Teixeira na sede é fato incomum. Quando está no Rio de Janeiro, o dirigente despacha no prédio da CBF todas as tardes, de segunda à sexta. Logo após a assembleia extraordinária da entidade, na última quarta, presidentes de federações contaram que Ricardo Teixeira deixou claro que se afastaria da presidência, com um pedido de licença, para tratar de problemas de saúde. Só não revelou quando e por quanto tempo.