Meia hora depois de a seleção brasileira deixar o Olympic Sports Center Stadium, em Pequim, foi a vez de a Argentina treinar no mesmo local nesta terça-feira. A atividade foi fechada à imprensa, mas, das arquibancadas do estádio, a reportagem do Estado acompanhou o trabalho dos argentinos por aproximadamente uma hora.

Primeiro, o técnico Tata Martino conversou com os atletas no centro do gramado. Na sequência, enquanto os goleiros trabalhavam separados, os jogadores de linha foram divididos em dois grupos de nove atletas e fizeram duas rodas de “bobinho”. Messi e Di María estavam no mesmo grupo e esbanjaram talento com toques sutis e inteligentes na bola. Depois, todos os jogadores treinaram passes de média distância – tinham de acertar cones.

Os principais atletas da Argentina chegaram nesta terça-feira a Pequim, onde os vice-campeões do mundo enfrentarão a seleção brasileira, sábado, no Ninho do Pássaro, pelo Superclássico das Américas. Vieram no mesmo voo Messi, Mascherano, Higuaín, Agüero e Di María, entre outros. Menos de dez horas depois do desembarque na China, os jogadores já estavam em campo treinando. Tata Martino, a sua comissão técnica e o goleiro Nahuel Guzmán chegaram a Pequim na segunda-feira.

Depois de duas derrotas nas edições anteriores do Superclássico, os argentinos confiam nos jogadores que atuam na Europa para derrotar o Brasil – antes, era permitido apenas convocar atletas que defendiam clubes dos dois países. Tata Martino disse que o confronto entre Brasil e Argentina é o “mais atrativo em nível de seleções do mundo”.