O técnico Roberto Fonseca concluiu a primeira semana à frente do Paraná Clube com um saldo absurdamente positivo: 100% de aproveitamento, duas vitórias, quatro gols marcados e nenhum tento sofrido.

Em sua avaliação, independentemente das mudanças efetuadas, os números são reflexos da aplicação do grupo e da mobilização de todos. “Eles compraram as ideias que coloquei logo nos primeiros treinos. A atitude deles fez a diferença”, disse o treinador

Fonseca vislumbra uma trajetória positiva nesta Série B. “Com a postura apresentada diante do Goiás, será difícil nos surpreenderem nessa competição. É claro que trata-se de um campeonato muito equilibrado. Mas estou confiante pelo que todos têm apresentado nos treinos e nos jogos”, analisou.

Ao contrário de seu antecessor, ele não pretende trabalhar com minimetas. Seu plano de trabalho propõe uma decisão a cada jogo. “É assim que devemos nos posicionar. Haverá jogo em que você não permitir que o adversário some pontos já será bom. Mas, o espírito de decisão tem que estar presente sempre.”

O técnico não economizou elogios “do goleiro ao ponta esquerda”, rotulando de “perfeita” a atuação do Paraná na goleada sobre o Goiás (3 x 0). “Falando sobre os pontos positivos, a gente acaba citando todos os jogadores. E isso é muito bom, pois ninguém esteve abaixo de um nível aceitável”, ponderou.

Aos críticos, Roberto Fonseca mostrou que com disciplina tática é possível fazer um time jogar e ser criativo, mesmo tendo em campo três zagueiros (um deles como lateral) e três volantes.

“É claro que depende muito da qualidade dos atletas. Mas, fiz essa opção pelo fortalecimento do meio-campo com base no material que temos. Nossos volantes sabem jogar”, sentenciou.

Para a partida de sábado, frente ao Náutico, o Tricolor terá uma mudança apenas. Suspenso, Luciano Castan abre espaço para a volta de Lima à condição de titular da lateral-esquerda.

“Vamos esperar os treinos”, disparou Fonseca, mantendo a postura de não antecipar explicitamente a escalação do seu time. Lima fez até gol diante do Goiás (entrou em campo aos 26 e marcou aos 28 minutos do segundo tempo) mas para ganhar a confiança do treinador terá que se aplicar como nunca na marcação. Adotando uma linha defensiva de quatro jogadores, Fonseca preza por um bloqueio efetivo dos laterais, que não têm tanta liberdade para o apoio.