Enfim chegou o dia. Graças a um regulamento mal formulado, o Campeonato Paranaense alija hoje seis equipes da competição – e outras quatro, mesmo classificadas para a segunda fase, terão que sofrer muito com viagens (o time que terminar em oitavo jogará sete partidas longe de casa). Mesmo assim, a disputa é grande, tanto para ficar no G-8, quanto para fugir do rebaixamento. Às 15h30, por todos os cantos do Estado, o bicho vai pegar.

Dos times que lutam pelas vagas ainda em disputa para a próxima fase, dois deles estão em situação mais confortável -dependendo apenas das próprias forças.

Um deles é o Cianorte, oitavo com 17 pontos, que enfrenta o Iraty no Albino Turbay. Vencendo, o Leão está garantido na fase decisiva. E para isso a diretoria quer casa cheia, e colocou ingressos a preço único (R$ 10,00).

Já o Azulão, que é o terceiro com 21, quer também vencer, pois um triunfo combinado com um tropeço do Atlético com o Paranavaí dá ao time da Pérola do Oeste a segunda posição; quer dizer, um ponto de bonificação e seis jogos em casa.

Outro que só conta com as próprias forças é o Operário, sétimo com 17, que encara o rebaixado Nacional (penúltimo, com 13) no Erick Georg. O Fantasma projeta ficar entre os quatro primeiros caso vença a partida, e por isso o técnico Caçapa vai montar um time ofensivo, escalando Clênio como um dos atacantes. O NAC, que encerra sua participação, fala em manter a honra.

Já o Corinthians Paranaense (nono, com 16) pode se garantir mesmo sem entrar em campo. Isto mesmo. O adversário do Timãozinho, o Engenheiro Beltrão (último, com cinco), ameaça não comparecer ao Janguito Malucelli, por conta de uma suposta falta de dinheiro alegada pelo presidente do clube rebaixado, Luiz Linhares – que, por incrível que pareça, é o presidente da Futpar, associação que deveria defender os interesses dos nossos clubes.

Caso esta situação bizarra aconteça, o resultado seria de 3×0 para o Corinthians. Enquanto isso, Lio Evaristo prepara seu time, contando também com os tropeços de Operário e Cianorte.

O Rio Branco, 11º colocado com 14 pontos, um dos clubes mais tradicionais do Estado, joga hoje para salvar sua história. Encara o já degolado Serrano (12º, com 10) no Newton Agibert, em Prudentópolis, e precisa vencer e contar com empates de Toledo ou Corinthians para não cair para a segunda divisão.

“Nós vamos ficar na elite”, afirma o presidente do Leão da Estradinha, João Carlos Frumento. Ives e Vinícius, destaques do time, simplesmente “sumiram’ e desfalcam o time. O Serrano dispensou vários jogadores e joga apenas para encerrar sua breve passagem na primeira divisão.