Capitão do São Paulo, Rogério Ceni, 39, rebateu as denúncias do Tigre sobre os confrontos durante a final da Copa Sul-Americana, no Morumbi, na noite de ontem.

Alegando que seus jogadores foram agredidos por seguranças do clube paulista e por policiais militares, o time argentino não voltou para o segundo tempo do jogo, que acabou suspenso com placar de 2 a 0 favorável à equipe tricolor, premiada como campeã.

“É fácil perceber que isso é algo premeditado”, disse o goleiro em entrevista ao canal Sportv, hoje, acusando o Tigre de ter planejado a confusão em caso de derrota em campo. Na sua opinião, os adversários queriam a suspensão da partida depois da desvantagem nos primeiros 45 minutos.

“É uma vergonha o que esses caras fizeram. Tentaram plantar [a versão de agressão nos vestiários], estão tentando arrumar pretexto”, disse Rogério. “Eles tentaram invadir nosso vestiário e foram impedidos pelos seguranças.”

A delegação do Tigre prestou queixa no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa e prometeu levar um protesto formal à Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol).

“Faz 23 anos que jogo lá [no São Paulo], nunca aconteceu um episódio desse”, afirmou o goleiro. “É uma pena. É lamentável”, completou. “Não condiz com a grandeza do futebol argentino.”

Dirigentes do Tigre reclamaram do tratamento oferecido pelos tricolores na final, citando uma pedrada que quebrou o vidro do ônibus dos jogadores visitantes, a proibição de reconhecimento do gramado do Morumbi na véspera da partida e o veto ao aquecimento no campo.

Rogério defendeu seu clube em relação ao veto do acesso ao gramado. “Estava danificado”, alegou. “Foi um intuito de preservar o espetáculo.”