Ronaldinho Gaúcho, de 28 anos, deverá fazer sua estréia com a camisa do Milan em partidas oficiais neste domingo (31), no jogo contra o Bologna, às 10h de Brasília, válido pela primeira rodada do Cálcio italiano. O astro brasileiro, contratado junto ao Barcelona, foi o grande maestro da seleção que conquistou o bronze nas Olimpíadas de Pequim.

O condicionamento de Ronaldinho ainda não é o ideal, já que antes de embarcar com a delegação brasileira para os Jogos Olímpicos fazia mais de quatro meses que não jogava uma partida oficial. Agora, ao lado de astros como Pato, Kaká, Pirlo, Seedorf e Shevchenko, Ronaldinho tem tudo para desempenhar aquele futebol que o consagrou e lhe rendeu por duas oportunidades (2004 e 2005) o título de melhor jogador do mundo.

O fato é que Ronaldinho já ganhou tudo o que um jogador de futebol pode sonhar e, devido a isso, nem sempre a motivação é a mesma do início da carreira. Em recentes declarações, Gaúcho disse encarar essa chance no Milan como um recomeço, já que passou por altos e baixos no Barcelona.

O Milan, que não disputará a Liga dos Campeões nesta temporada, tem tudo para se consagrar como a equipe mais forte do mundo, já que os dirigentes mantiveram a base do ano passado e contrataram grandes jogadores. Dentre eles o ucraniano Andriy Shevchenko, um dos grandes ídolos da história do clube italiano. Juntamente com Inzagui, Sheva é um dos maiores artilheiros da Liga dos Campeões da Europa. Após passar duas temporadas na reserva no Chelsea, o ucraniano volta com tudo e promete acirrar a briga por uma posição no ataque rossonero.

Outro reforço é o lateral tetracampeão do mundo com a seleção italiana, Gianluca Zambrotta. Rápido no apoio e preciso nos passes, o polivalente joga nos dois lados do campo e será o substituto imediato de Cafu, que acertou sua saída do Milan. E talvez o maior reforço seja mesmo Ronaldinho. O problema para ele é a acirrada briga para ser titular, já que Seedorf, Pirlo e Kaká têm posição cativa no meio da equipe italiana.

Para os brasileiros, resta torcer para que o craque reencontre seu bom futebol, porque a seleção está precisando, e muito, dos malabarismos de Gaúcho com a bola nos pés.