O incidente com um dono de revista esportiva que fotografara os jogadores da seleção num bar, após o jogo com a China, provocou uma reação do atacante Ronaldo. Ele defendeu o respeito à privacidade dos atletas nos dias de folga durante a Copa do Mundo e pediu uma trégua à parte da imprensa. ?A gente tem o direito de, quando está livre, fazer o que quiser.?

Primeiro, o atacante negara-se a comentar o fato, ocorrido na Ilha de Jeju, no sul da Coréia. ?Vocês têm que ver quem entre os jornalistas tem credibilidade ou não.? Ronaldo tomou a câmera do proprietário da Revista Gol, José Aveline Neto  no bar, depois de vários jogadores pedirem a ele que não registrasse imagens do grupo. Nesta segunda-feira, deu entrevista e minimizou o episódio. ?Não cabe a gente esclarecer coisas inexistentes.?

O craque da Inter de Milão irritou-se com o insistente pedido de explicações. ?Se você quiser fazer uma pergunta séria  eu respondo?, disse a um repórter, pouco antes do treino da seleção. Depois, afirmou não ter medo de nenhuma medida ou ameaça de Aveline Neto, dono da máquina fotográfica. ?Se ele quiser, que me processe, não tenho nada a temer.?

O atacante procurou mudar de assunto em seguida para falar de sua alegria por estar na seleção brasileira. Falou do período difícil, em 2000 e 2001, quando esteve fora de atividade por causa de duas lesões graves de joelho, e da vontade de fazer mais gols pela equipe. ?Estou vivendo cada momento dessa Copa do Mundo intensamente. Só pelo fato de poder estar em campo, treinando todos os dias, isso já é uma grande felicidade, uma grande vitória para mim.?