A passagem de Wayne Rooney pelo Manchester United está mesmo chegando ao fim. Antes da partida desta quarta-feira contra o Bursaspor, pela Liga dos Campeões, o atacante afirmou que não pretende renovar seu contrato com o clube inglês. Como o vínculo se encerra em 2012, a tendência é de que ele seja negociado já no início do próximo ano.

Rooney contou nesta quarta-feira que se reuniu na semana passada com a direção do Manchester United para discutir um novo contrato. E de acordo com o atacante, não foram apresentadas garantias de que haveria um investimento no elenco, o que teria frustrado a sua permanência.

“Encontrei David Gill (chefe-executivo do Manchester) na semana passada e ele não me deu nenhuma garantia de que estava investindo no futuro da equipe. Então eu disse que não assinaria um novo contrato”, contou o atacante, reafirmando a versão dada pelo técnico Alex Ferguson na terça-feira. “É verdade o que ele disse, que eu e meu agente tivemos inúmeros encontros com o clube para assinar um novo contrato”.

Estes encontros começaram a ocorrer em agosto, período em que a relação entre Ferguson e Rooney começou a ficar turbulenta. O treinador deixou o principal jogador do time no banco em algumas partidas, alegando que ele sofria com uma contusão no tornozelo. O atacante, por sua vez, rebateu na semana passada e disse que não tinha nenhum problema.

Apesar da polêmica, Rooney negou ter qualquer problemas com o treinador. E garantiu que sua possível saída se deve apenas à preocupação com o futuro do Manchester. “Jamais perdi meu respeito pelo clube. Para mim, é tudo uma questão de ganhar troféus, o que o clube sempre fez sob o comando de Sir Alex”, afirmou o atacante.

“Sei que tenho uma dívida enorme com Ferguson. Ele é um grande treinador e mentor, que sempre me ajudou e apoiou desde o dia em que cheguei do Everton, quando tinha 18 anos. Por amor ao Manchester, gostaria que ele permanecesse para sempre, porque ele é um gênio”, exaltou.

Rooney, que completará 25 anos no domingo, está no Manchester United desde 2004, período em que se tornou titular da seleção inglesa e um dos principais atacantes do futebol mundial. Sua decisão em deixar a equipe deve agora atrair inúmeros concorrentes, como o Chelsea e o Real Madrid – o técnico das duas equipes, respectivamente Carlo Ancelotti e José Mourinho, já declararam o interesse no jogador.