O técnico Celso Roth culpou a dificuldade de adaptação da equipe a um novo sistema de jogo pela demora do Grêmio em apresentar um bom futebol e chegar ao empate com o Palmeiras, por 2 a 2, neste domingo, no Olímpico. O treinador lembrou das ausências de André Lima e Marquinhos desde o início e de Escudero, a partir dos 12 minutos, para explicar o que ele chamou de “desencontro”.

“A equipe vem com um esquema com uma repetição muito grande. Quando muda, dá esse desencontro. Ainda mais contra o Palmeiras, que achou os gols e teve uma atuação melhor em alguns momentos do jogo. Mesmo com a desatenção hoje (domingo), nos últimos minutos do jogo conseguimos reagir”, avaliou o treinador, que culpou os poucos acréscimos dado pelo árbitro para justificar o fato de o time não ter chegado à virada.

Na partida do Olímpico, ele teve que mexer três vezes no esquema tático. Pouco antes de a bola rolar, ele perdeu André Lima, que acusou dores, e teve que colocar o volante Adilson em campo, abrindo mão da formação com três meias. Com 12 minutos, perdeu Escudero, machucado, e colocou Brandão em campo. Assim, o time passou a ter dois homens de frente e três volantes. Mais para frente, já com o placar desfavorável, lançou o time num 4-3-3 após a entrada de Leandro.

O jovem de apenas 18 anos entrou bem no time, fez a jogada do primeiro gol, marcado por Brandão após assistência dele, e mereceu elogios de Roth. “O Leandro tem muita qualidade técnica e um perfil físico muito bom. Ainda precisa aprender alguns detalhes, mas ele entrou e deu outra vida ao time. Ele precisa retomar seu caminho. Ele surgiu muito bem e pode nos ajudar muito ainda neste ano”, opinou.

Já sabendo só não vai terminar o Brasileirão na zona de classificação à Sul-Americana se acontecer uma combinação improvável de resultados, o Grêmio já não almeja nada mais no Brasileirão. Na quarta-feira, pega o Fluminense, fora de casa, no Rio, e pode ter até três desfalques. Fábio Rochemback, suspenso, é ausência certa. André Lima e Escudero ainda serão reavaliados até lá.