Rubinho, outra frustração.

Ímola – Rubens Barrichello ficou irritado e frustrado com o resultado do GP de San Marino. Primeiro, porque com um carro igual ao que venceu a corrida terminou em sexto, mais de 30s atrás, tendo ficado, em alguns momentos da prova, a cerca de 1min do líder. Segundo, porque seu maior desafeto na F-1, Ralf Schumacher, teria sido muito agressivo na defesa de sua posição. A ponto de o brasileiro deixar no ar uma ameaça ao alemão para o futuro.

“Não sou muito de reclamar, mas o Ralf hoje parecia que estava guiando kart. Me botou na grama umas duas, três vezes, sem necessidade nenhuma. O Ralf está cada vez mais preparado contra minha pessoa, porque já passei por ele várias vezes, então agora o negócio é jogar o carro em cima.”

Rubens disse que quer esquecer o GP de San Marino, e se possível, o circuito de Imola. “Este fim de semana foi muito pesado. Para nós, brasileiros, Imola é muito pesado, depois de tudo que aconteceu”, falou, sobre os dez anosda morte de Senna. “Na corrida, passei o tempo inteiro encaixotado. Fiquei no meio do tráfego, sem ter muito o que fazer. É frustrante você saber que tem um carro para ganhar a corrida e não conseguir passar os outros porque chega perto, o cara dá uma fechada, mesmo com um carro superior…”

Barrichello, quarto no grid, perdeu duas posições na largada, para Ralf e Sato. Nas paradas de box, trocou posições com Trulli e Alonso, mas não conseguiu, de fato, passar ninguém. No final, os dois carros da Renault estavam à sua frente, assim como Ralf, quando o alemão rodou numa disputa com Alonso e o brasileiro herdou a colocação.

O mau desempenho de Rubens não passou em branco na Ferrari. O diretor-técnico Ross Brawn considerou seu resultado “dececpionante” e foi taxativo ao avaliar a sexta posição: “Ele não conseguiu hoje aquilo que tinha de conseguir. Mas essas coisas às vezes acontecem”.