Atlético teve uma prova de fogo ontem à noite, na Arena, e soube como superá-la. Mesmo com um jogador a menos durante os últimos 20 minutos de partida, conseguiu encontrar forças para vencer a boa equipe do Iraty, que não se importou em atuar na casa rubro-negra e, em certos momentos, foi superior ao mandante.

A vitória por 2 a 1 mantém o Furacão na liderança do campeonato, quatro pontos à frente do rival Coritiba, e a invencibilidade. Também serviu como incentivo, já que o próximo desafio é a estreia na Copa do Brasil, na quarta-feira, contra o Tocantins, em Palmas, capital de Tocantins.

O jogo marcou o fim do “laboratório de Geninho” e foi muito equilibrado na etapa inicial, com cada equipe tendo momentos de superioridade frente ao adversário. O Atlético só acordou a partir dos 15 minutos com uma boa jogada do volante Jairo, que substitui o colombiano Valencia, vetado por contusão muscular.

Dois minutos depois, a sintonia Arena e Rafael Moura voltou a funcionar. He-Man fez ótimo passe para o lateral Zé Antônio e correu para a área. O artilheiro recebeu passe açucarado e empurrou para o fundo da rede, assinalando seu 7.º gol na competição. Depois do tento, o Furacão deu uma relaxada e o Azulão cresceu. Daí apareceu Vinícius, que fez duas ótimas defesas e impediu o empate.

O time da casa só voltou a incomodar aos 36, numa jogadaça individual de Chico, que conduziu a bola desde o campo defensivo e levou azar na finalização, acertando a trave. Na saída para o intervalo, Geninho saiu reclamando do espaço dado para os jogadores do Azulão.

“Demos duas chances e o Vinícius fez grandes defesas. Temos que tirar o espaço para o Iraty não jogar”, afirmou o treinador criticando também as chances perdidas e que poderiam ter “matado o jogo”.

E o ditado “quem não faz, leva” se fez presente na Baixada. Aos 10 minutos, o Iraty empatou. Matheus recebeu lançamento primoroso de Ayrton e com um leve toque tirou a bola do alcance do camisa 1 atleticano. A partir do empate, o Furacão tentou ir pro abafa e Geninho fez suas modificações.

No entanto, levou azar. Ao efetuar a terceira substituição quase foi traído pela falta de sorte. Alberto entrou em campo e no seu primeiro pique sentiu uma contusão na perna e teve que sair. Se no 11 contra 11 já estava difícil, com um jogador a menos complicou.

E na dificuldade, a bola parada do Atlético, velha arma de 2008, voltou a funcionar. O questionado Netinho mostrou qualidade na cobrança de falta e colocou a bola na cabeça do zagueiro Chico, que foi premiado com o gol devido à boa performance – 2 a 1.

Com a vantagem no placar, mas inferioridade numérica no gramado, o Rubro-Negro se fechou em seu campo e assegurou a sétima vitória no Estadual. Antes do apito final, fechou o tempo entre Rafael Moura e Diogo. Ambos foram expulsos por Héber Roberto Lopes.