Dos 12 jogos em 40 dias pelo Campeonato Brasileiro, o Atlético vai disputar o quarto hoje. Apesar do excesso de jogos, o Furacão se diz pronto para a maratona de partidas.

“Fizemos toda nossa intertemporada (da Copa do Mundo) prevendo isso. O que tinha que ser feito, já foi feito”, disse o diretor de futebol Ocimar Bolicenho. Entre os trabalhos, inclui-se um período diferenciado para determinados atletas. “Desde então, são dosados de forma específica os treinamento, com os titulares usando muito de musculação e piscina nos períodos pós-jogo”, explica o dirigente atleticano.

De acordo com o departamento médico do Atlético, a lesão que mais preocupa é a muscular. “Por ser a mais frequente nesses períodos longos de jogos e também por ser a que mais judia do jogador. Aliás, 50% das lesões que afastaram jogadores em 2009 e 2010 no Atlético foram musculares. Esse é o índice de qualquer clube no Brasil”, disse o médico-chefe do Furacão, Edilson Thiele.

Na palavra de Thiele, porém, o que não deixa de ser falado é o orgulho de trabalhar preventivamente e ter um departamento médico que é referência para todo mundo.

“Basta ver que o único jogador atleticano no D.M é o Márcio Azevedo. Isso é fruto de nosso trabalho, já que, na média europeia, por exemplo, as estatísticas apontam para 10% do elenco no D.M. E nós temos apenas um atleta nesta condição”, enaltece.

O departamento médico do Atlético, inclusive, está realizando um trabalho de estudos sobre medicina preventiva com os atletas juniores e juvenis. As categorias estão realizando trabalhos diferenciados e a intenção do clube é mostrar os resultados que o clube pode ter com determinado investimento em prevenção.