Foto: Cíciro Back

Com os últimos maus resultados, o técnico do Furacão Ney Franco precisa ler mais o horóscopo.

Do céu ao inferno em um mês. Nesse período o Atlético conheceu a glória de quebrar uma seqüência de vitórias consecutivas no Campeonato Paranaense, que perdurava desde 1949, vivenciou fracassos como a eliminação da Copa do Brasil, perdeu dois amistosos, tropeçou duas vezes no Estadual e ainda corre o risco de perder mando de campo por causa de um doce.

Também caiu a invencibilidade na competição, na Arena da Baixada e hoje amarga a última posição no Grupo A. Se não bastasse, tem a pior campanha entre os oito times concorrentes à semifinal de um campeonato no qual era apontado como maior favorito. Amanhã, diante do Iraty, jogando fora de casa, o Rubro-Negro tem a chance de espantar a urucubaca. Porém, terá que jogar muito, pois a sorte já deu mostras de não caminhar ao lado do time neste momento.

Além dos fatos negativos acima citados, o clube deixou ir embora, nos últimos 30 dias, jogadores importantes e que davam uma consistência em suas posições, como Jancarlos e Claiton. Não houve reposição à altura e aquela euforia inicial, criada em torno dos bons resultados da etapa classificatória, se transformou em pessimismo.

Comissão técnica e jogadores reconhecem a queda de produtividade e se agarram nas próprias forças e esperanças para impedir que o Atlético conheça a segunda eliminação precoce e repita um novo fiasco. Isso, relembrando, em apenas um mês.

Inferno

A queda de rendimento se refletiu em derrotas, mas é verdade também que a sorte não tem andado ao lado do Atlético na 2.ª fase. O time criou oportunidades de marcar antes de seus adversários e esbarrou na trave. Foram duas vezes diante do Engenheiro Beltrão e outra contra o Paraná.

Se a sorte abandonou o Furacão, os responsáveis pelo comando técnico garantem que a equipe reencontrará o caminho da vitória. Para dar uma mãozinha ao Furacão, O Paraná-Online procurou explicações para a má fase. E a resposta está ligada aos astros e atende pelo nome de inferno astral. Numa definição mais abrangente, inferno astral é o período de 30 dias que antecede a data do aniversário. Nesse espaço de tempo é necessário redobrar os cuidados e dar maior atenção a si mesmo, pois torna-se mais difícil a resolução dos problemas.

Só para constar, no próximo dia 26 o Atlético completa 84 anos de vida.

Ney Franco não é supersticioso

Bom para o time, que o treinador Ney Franco não é supersticioso e acredita no desenvolvimento de um bom trabalho para o crescimento da equipe.

Assim, contra o Iraty, ele quer surpreender para conquistar a vitória e ainda não definiu a escalação. Franco testou duas formações e em ambas sinalizou a possível saída de Irênio, que até então era um dos seus homens de confiança. No esquema com três zagueiros foi testado o garoto Pimba no meio-campo. Já no 4-4-2, um zagueiro foi sacado e Alan Bahia compôs como volante. Pimba continuaria no meio-campo e Netinho avançado, fazendo dupla com Marcelo Ramos. Assim, Willian voltaria para o banco de reservas. ?Ficamos na expectativa do Pimba traduzir no jogo o que fez no treinamento?, relatou o treinador.

Apresentação

Ontem, o volante Zé Antônio foi oficialmente apresentado no CT do Caju. O jogador, que completou 24 anos nesta semana, já atuou pelo Botafogo de Ribeirão Preto e Galo Mineiro. Antes de assinar com o Furacão estava defendendo o BK Häcken, da Suécia, onde passou um ano. Ele considera esse tempo passado na Europa como um bom aprendizado, pois foi onde amadureceu seu futebol, principalmente na parte tática, que é muito cobrada no velho continente. Zé Antônio assinou contrato até o final do ano.

Astros não favorecem

Para quem acredita em astrologia é um prato cheio. O inferno astral atleticano teve início em 25 de fevereiro (ano bissexto) – um dia após o empate melancólico contra o J. Malucelli, que acabou com a seqüência vitoriosa no Estadual – e deverá se estender além da data de aniversário do clube, até 7 de abril.

Nesse período, o time atuou oito vezes (jogos oficiais e amistosos) e teve rendimento pífio. Foram quatro derrotas (Paraná, Engenheiro Beltrão, Dallas e Seleção da Jamaica), dois empates (Corinthians Alagoano) e duas vitórias (Toledo e Iraty). Aproveitamento de 33,3%.

Também foi durante essa fase que o rendimento caiu vertiginosamente. Foi eliminado da Copa do Brasil e jogou mal todas as partidas, conseguindo duas vitórias mais pelos erros do adversário do que por virtudes próprias.

Astros

De acordo com a astróloga Dirce Alves, que tem uma coluna diária – Bom Dia Astral – no Paraná-Online, há relação entre os astros e a situação vivida pelo clube. A 12.ª casa astral, popularmente conhecida por inferno astral, acontece 30 dias antes do aniversário, época em que diminui a intensidade do brilho do sol, que é responsável pela energização. Devido a esse brilho diminuto, há necessidade de muita atenção, pois torna-se um período obscuro. Conforme Dirce, pelos cálculos realizados, ?o alerta atleticano se estende até o dia 7 de abril, mas a partir do dia 3 há uma melhora na comunicação entre os setores do time e o rendimento cresce?.

?Após o dia 7 inicia-se a fase positiva que deve se prolongar até o final do ano. Nos 60 dias seguintes haverá um período de grande prosperidade, de acordo com os astros?, explicou a astróloga.

Advertência

Até o término do inferno astral o Furacão tem que disputar todas as partidas restantes do Estadual e para se manter vivo na competição, precisa vencer.

Portanto, como o Atlético não poderá contar com o apoio dos astros terá que se superar tecnicamente e vencer o Iraty, por duas vezes, o Paraná Clube na Vila Capanema e o Engenheiro Beltrão na Arena.

Ressalta-se que a sorte é apenas um dos componentes do jogo (futebol), não sendo fator determinante para a conquista de vitórias. Por isso cabe ao Atlético reencontrar seu equilíbrio e demonstrar competência para vencer as partidas e se classificar. Pois se depender da energia dos astros, somente na fase final é que eles poderão dar uma forcinha.

Iraty ainda indefinido

A chuva que tem caído nos últimos dias em Irati tem atrapalhado o trabalho do técnico Lopes Júnior para armar a sua equipe. Ontem ele realizou mais um treino e ainda tem dúvidas quanto à formação do ataque. O treinador espera a definição do departamento médico sobre as condições de Gílson e Rodriguinho para confirmá-los, mas é quase certa a participação da dupla neste importante confronto. Assim, o time encara o Atlético com o que tem de melhor, em busca de mais um triunfo dentro do Estádio Emílio Gomes. Na última apresentação diante de seu torcedor, o Azulão venceu o Engenheiro Beltrão (2 a 1).