Mesmo com a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, de virada, que valeu uma vaga nas semifinais da Copa do Mundo da Coréia do Sul e do Japão, um detalhe deixou toda seleção brasileira preocupada. O atacante Ronaldo voltou a sentir dores musculares. Ele deixou o campo aos 23 minutos do segundo tempo, quando sua coxa direita começou a doer.

O fato teria conseqüências menores se Ronaldo não estivesse diretamente envolvido na corrida pela artilharia do Mundial (tem cinco gols, ao lado do alemão Klose e do brasileiro Rivaldo, autor do gol de empate contra os ingleses) e seu histórico médico não registrasse dois anos de inatividade por causa de um tratamento intensivo para se recuperar de duas cirurgias no joelho direito. Esse longo tempo parado já foi responsável por diversos sustos como esse durante o processo de recuperação.

De acordo com o médico da seleção, José Luiz Runco, só após um prazo mínimo de 24 horas é possível dar um parecer sobre o nível de gravidade. ?Não dá para dizer agora. Precisamos examinar?, afirmou. Contudo, um detalhe chamou a atenção e preocupou aqueles que convivem mais de perto com o ambiente da equipe. Diante de casos sem gravidade, Runco costuma, na hora, passar o diagnóstico.