A equipe russa de esgrima poderá competir normalmente nos Jogos Olímpicos do Rio, no próximo mês, depois que a entidade que controla este esporte no mundo não encontrar motivos para excluir nenhum dos membros do país na modalidade por motivo de doping.

O anúncio oficial feito nesta quarta-feira pela Federação Internacional de Esgrima (IFF, na sigla em inglês) foi uma boa notícia para a Rússia, que até agora já teve vetada a participação de pelo menos 105 atletas de sua equipe olímpica de 387 integrantes devido ao enorme escândalo de dopagem que atinge o país.

A IFF ressaltou que 197 exames antidoping realizados em esgrimistas russos em 25 países nos últimos dois anos deram resultados negativos, sendo que dezesseis competidores do país nesta modalidade se classificaram para os Jogos do Rio e ainda há quatro reservas na equipe.

O presidente da IFF é o magnata russo Alisher Usmanov, aliado do presidente Vladimir Putin, que atualmente vê o governo do próprio país sendo acusado de liderar um programa sistemático de doping envolvendo atletas da Rússia.

O investigador Richard McLaren, da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), indicou na semana passada que quatro testes positivos para doping na esgrima russa desapareceram nos últimos anos.

Nos últimos dias, federações internacionais de várias modalidades decidiram excluir atletas russos da Olimpíada do Rio após a publicação de um informe da Wada produzido por McLaren, que apontou um esquema generalizado no esporte do país de uso de substâncias proibidas e com a participação direta estatal.

Por causa do escândalo que envolve o esporte russo, toda a delegação de atletismo da Rússia foi proibida de disputar os Jogos Olímpicos, sendo que o país é uma das maiores potências desta modalidade.