Ponta Grossa – Ruy Franco de Almeida Júnior certamente sonhou em estar numa final de Campeonato Paranaense. E esse sonho por boa parte da carreira do hoje camisa 10 do Operário era com a camisa verde e branca do Coritiba. Com uma passagem importante pela base alviverde, Ruy não teve chances para se firmar no Couto Pereira. O resultado disso foi a saída dele do clube, e após uma peregrinação pelo interior, ele agora está mais perto que nunca de levantar um troféu de campeão estadual.

O destaque do jogo de ontem em Ponta Grossa é um daqueles jogadores que fez fama na base do Coritiba mas sofreu na chamada ‘transição’ para o time profissional. O resultado disso foi a falta de oportunidades e a consequente não renovação de contrato. Ainda jovem, teve uma passagem pelo futebol português, mas foi no interior do Paraná mesmo que conseguiu ter a sequência que o Coxa não lhe ofereceu.

Primeiro foi no Arapongas. E no norte do estado ele foi o destaque de um time que sofreu com a inconstância – tanto que resolveu paralisar as atividades no futebol profissional. Depois ele foi para o Maringá, mas lá não teve tanto tempo para se firmar. A grande fase começou no final do ano passado, quando ele se transferiu para o Operário. A diretoria colocou o armador como prioridade para contratação nesta temporada, e ele correspondeu.

Desde o início do Paranaense ele vestiu a camisa 10 e foi o articulador principal do Fantasma. Embalou com o time na arrancada que colocou o time em terceiro lugar na primeira fase. Contra o Paraná Clube, nas quartas de final, foi o autor do gol mais bonito da série, o que encaminhou a classificação. Também foi importante contra o Foz, na semifinal.

Ontem, justamente contra o clube que o revelou, Ruy foi mais uma vez decisivo, com uma assistência para o gol de Joelson. Além disso, ditou o ritmo no meio-campo, com passes precisos e controlando o jogo quando o Operário mais precisou. Foi o destaque do primeiro jogo da final. Ajudou o Fantasma a se aproximar de um título inédito.