Na era do desafio do balde com gelo, o Paraná levou o seu e não foi nada alegre. A saída precoce do técnico Claudinei Oliveira do comando técnico foi uma grande surpresa para a comunidade paranista, que tinha na imagem um profissional que poderia levar o Tricolor ao acesso. No entanto, a proposta do Atlético e a possibilidade de treinar um time de Série A, balança qualquer treinador que está na Segundona. Além disto, Claudinei cumpriu com a palavra que só deixaria o clube depois de livrar o time da zona do rebaixamento e deixa o Tricolor a sete pontos das últimas colocações. “Estou buscando dar o melhor treinamento, independentemente da questão financeira. Mas eu sei que uma hora isto vai acontecer e se um dia eu sair, quero deixar o Paraná longe do Z4. O dia de amanhã a Deus, pertence. Só tenho que reconhecer a torcida, que é acima da média. Até por este motivo tive propostas e não seria justo deixar o clube nesta situação delicada. Mas tenho que pensar na minha família e na carreira. As pessoas que estão perto, sabem que estamos fazendo um bom trabalho, mas aqueles que estão longe irão falar que o Claudinei só perde, não presta e o tijolinho vai desmoronar. Eu tenho muito carinho pelo clube e pelos jogadores”, disse Claudinei Oliveira, dia 15 de agosto, após perder para o Atlético-GO, por 2×1, em Goiânia.

A notícia da saída de Claudinei Oliveira veio através das redes sociais. O empresário que gerencia a carreira do treinador, Wagner Ribeiro, informou que o técnico estava deixando o Paraná para trabalhar na Baixada. A proposta veio após a vitória contra o América-RN, sábado passado, em Natal. O contato foi feito via empresário e o acerto aconteceu no final da manhã de ontem. A diretoria paranista teria sido avisada pela imprensa e com o susto, uma reunião foi marcada às pressas para tentar colocar as ideias no lugar. A resposta veio através de uma nota oficial e deixou a entender que os cartolas não gostaram da ação do Atlético. “O Paraná Clube é contrário à forma em que o fato que levou a saída de Claudinei Oliveira foi conduzido, indo na contramão do procedimento ético que sempre seguimos”, segundo o comunicado do Tricolor.

Claudinei Oliveira era considerado o modelo de treinador, pois conseguiu ter o elenco nas mãos, apesar dos problemas diários do Paraná. Jamais reclamou da estrutura de trabalho, sempre valorizou as iniciativas da torcida, exerceu outras funções e principalmente, deixou para o clube jovens jogadores com muito futuro. Alisson, Marcos Serrato, Lucas Pará, Leandro Vilela, Murilo e Yan foram utilizados pelo treinador na Série B. A passagem de Claudinei pela Vila Capanema por pouco não foi reduzida. Ele chegou a colocar o cargo à disposição em duas situações, na saída do ex-executivo de futebol Roque Júnior, responsável pela sua contratação e na derrota para a Luverdense, em junho.

O novo técnico será o quarto do Paraná este ano. Milton Mendes deixou o clube depois de ser eliminado no Campeonato Paranaense; depois Ricardo Drubscky foi contratado, mas ficou apenas onze dias no cargo, depois de receber um convite do Goiás. Claudinei Oliveira chegou em abril e foram 22 partidas, com sete vitórias, sete empates e oito derrotas (42,4% de aproveitamento).

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