É tempo de dar ritmo a alguns jogadores, como Guilherme Santos, Montillo e André, e de melhorar a produção coletiva do time. É assim que pensa Muricy Ramalho. Se fosse levar em conta a baixa qualidade do futebol que o Santos apresentou no empate por 2 a 2 contra o Bragantino, no último domingo, o treinador faria duas ou três mudanças no time para enfrentar o Ituano, nesta quarta-feira, às 22 horas, no estádio Dr. Novelli Júnior, em Itu, pela quarta rodada do Campeonato Paulista.

Galhardo ganharia a posição que vem sendo ocupada por Bruno Peres e Paulo Henrique ou Émerson (foi muito bem na Copa São Paulo de Futebol Júnior) entraria no lugar de Guilherme Santos, além da troca de André por Miralles. Embora não tenha gostado do rendimento santista, o treinador deve repetir contra o Ituano a escalação dos três primeiros jogos do Campeonato Paulista, usando como argumento que o Santos tem dois novos jogadores na defesa – Neto, na zaga, e Guilherme Santos na lateral esquerda – e três no meio de campo – Renê Júnior, Cícero e Montillo – e só conseguirá o entrosamento necessário se mantiver a equipe.

O treino desta terça, no CT Rei Pelé, estava marcado para as 16 horas, mas às 15h30 os jogadores já estavam no campo três para o ensaio tático, com portões fechados, em que Muricy Ramalho corrigiu a colocação dos jogadores. Como o treinador não deu entrevista nesta terça, fica valendo o que ele falou na última coletiva, demonstrando a intenção de manter o time de domingo.

Se a previsão de Muricy Ramalho se confirmar, apenas no clássico contra o São Paulo, no domingo, na Vila Belmiro, o Santos vai dar os primeiros sinais de força de conjunto porque terá pela frente um adversário que também alterou o time do ano passado para 2013 e que também teve pouco tempo de preparação, ao contrário dos chamados pequenos, que começaram a treinar há três meses. Por enquanto, a preocupação dele é criar uma boa base para, dentro de dois ou três jogos, acrescentar qualidade ao conjunto com o retorno de Edu Dracena à zaga, de Léo à lateral esquerda e a estreia de Marcos Assunção.

Até lá, haverá tempo para algumas experiências. Muricy Ramalho já sabe, por exemplo, que tanto pode contar com Renê Júnior para ser o primeiro volante como também de terceiro zagueiro, dando maior liberdade para os laterais irem ao ataque. Contra o Botafogo, na Vila Belmiro, Renê Júnior atuou na frente da zaga e diante do Bragantino apareceu quase sempre entre Neto e Durval. Cícero, jogando como terceiro homem do meio de campo, já se sente como se fosse velho de casa, aparecendo bem tanto na armação das jogadas como nas finalizações.

Com sete pontos ganhos em nove disputados, o Santos não tem motivos para preocupação. Com o aproveitamento que teve até aqui, se classifica sem sustos para as quartas de final. E mesmo se o time demorar a engrenar, a genialidade de Neymar resolve a questão. O importante é estar bem nas fases decisivas do Paulistão e no início do Campeonato Brasileiro.