Após receber da Conmebol a confirmação do veto ao Moisés Lucarelli para o jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana, o São Paulo procurou o Ministério Público para confirmar a capacidade do Estádio Romildo Gomes Ferreira, em Mogi Mirim, e atestou que o local comporta o mínimo de 20 mil espectadores exigidos pelo regulamento da competição. Dessa forma, o estádio deve ser confirmado como palco da decisão.

O clube encaminhou representantes ao Ministério Público para analisar se o Romildão tinha capacidade para abrigar a partida e recebeu do procurador Roberto Senise um laudo do Corpo de Bombeiros que indica que o local está apto a receber cerca de 20,5 mil torcedores. O questionamento aconteceu após o São Paulo consultar laudos no site da Federação Paulista de Futebol que diziam que o estádio comportava 19,9 mil pessoas.

“Da nossa parte está encerrado, pedir um novo local apesar do laudo que comprova a capacidade do estádio fugiria ao que temos pedido desde o início, que é o cumprimento do regulamento”, explicou o assessor especial da presidência, José Francisco Manssur.

As declarações do lado são-paulino contrastam com o tom cada vez mais agressivo dos dirigentes da Ponte. O presidente do clube campineiro, Márcio Della Volpe, acusou o time do Morumbi de ser “mesquinho” e de fazer “picuinha” e disse que será difícil garantir a segurança da partida porque a torcida “estará raivosa”. O São Paulo contemporiza.

“Que fique claro que só aceitamos o estádio do Mogi porque ele cumpre o regulamento; se a capacidade fosse inferior aos 20 mil voltaríamos a solicitar à Conmebol uma remarcação. Nossa medida não foi para prejudicar a Ponte, mas para fazer valer o regulamento”, emendou Manssur.

São Paulo e Ponte Preta iniciam a decisão por uma vaga na final nesta quarta-feira no Morumbi, a partir das 21h50. O clube da capital já vendeu quase 40 mil ingressos para a partida e espera chegar pelo menos aos 50 mil espectadores.