Depois de ter o Morumbi oficialmente excluído da Copa do Mundo de 2014, em uma decisão considerada “arbitrária” por seu presidente, Juvenal Juvêncio, o São Paulo voltou a se manifestar sobre o assunto, nesta segunda-feira, para rebater declarações feitas no último sábado pelo secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke.

Por meio de uma nota oficial publicada em seu site, o São Paulo diz “que jamais tratou como ‘brincadeira’ o trabalho de preparação do Estádio do Morumbi para a Copa do Mundo de 2014”. Em seguida, o clube ressaltou que “é uma instituição séria, com décadas de história ilibada e merecedora do mais absoluto respeito, posto que jamais ‘brincou’ ou ‘brincará’ no trato dos assuntos de sua responsabilidade”.

No último sábado, na África do Sul, Valcke afirmou que a conclusão do polêmico assunto envolvendo o Morumbi era uma “boa notícia” e disse que “já estava na hora de parar de brincar”, se referindo ao fato de os dirigentes do São Paulo terem supostamente dado pouca importância às exigências da Fifa para reforma do Morumbi. No mesmo dia, o dirigente garantiu que a cidade de São Paulo será uma das sedes da Copa de 2014 e consequentemente terá um estádio preparado para receber jogos da competição.

O São Paulo ainda foi além ao comentar as declarações de Valcke e as iniciativas que serão empregadas para a construção de um novo estádio na capital paulista ao insinuar uma conduta desonesta do dirigente. “A exclusão do Estádio do Morumbi só pode ser considerada ‘boa notícia’ por aqueles que têm interesses pouco nobres refletidos em esforços que pretendem aproveitar do mote da Copa do Mundo de 2014, com vistas à geração de ‘boas oportunidades de negócios’, como seria o caso da construção de uma nova arena em São Paulo, na qual investimentos públicos seriam oferecidos como forma de agregar valor ao empreendimento privado cuja finalidade principal é realizar lucros em favor de ‘investidores’ e seus ‘sócios'”, dizia trecho da nota publicada pelo São Paulo.

O clube ainda citou declarações do coordenador do Grupo de Trabalho Paulista, Caio Luiz de Carvalho, para defender a sua posição diante da Fifa de condenar iniciativas para construção de uma nova arena na capital paulista. Na nota oficial que distribuiu, o São Paulo diz que, “em reiteradas oportunidades, (Carvalho) classificou tais ações como ‘criminosas’, tendo, inclusive, questionado (e respondido): ‘Será que algum grupo vai investir para ter prejuízo? Só se for lavagem de dinheiro ou maracutaia'”.