Enquanto uns colocam lenha na fogueira, outros tentam apagá-la. Preocupado com o que pode acontecer no jogo entre Grêmio e São Paulo, domingo, o técnico Mano Menezes (foto menor) tenta diminuir o clima de guerra criado em torno do duelo. Já o são-paulino Muricy Ramalho (direita) não dá muita bola para isso e segue batendo boca com o diretor de futebol gaúcho, Paulo Pelaipe.

?Precisamos ter cuidado para não criar uma animosidade maior do que já deve existir dentro de campo. O São Paulo não é nosso inimigo, é só um adversário?, disse o treinador gremista, que repetiu a frase a seus atletas, a fim de evitar uma ?guerra? no Olímpico.

As declarações do treinador foram uma forma de amenizar as palavras do diretor de futebol Paulo Pelaipe, respondendo depois que o rival disse temer o comportamento da torcida gremista.

O técnico lembrou de uma ocasião em passou a noite em claro às vésperas de uma decisão, quando comandava o Inter, porque os tricolores fizeram barulho na rua a noite toda. Irritado, Pelaipe chamou Muricy de ?colorado?, numa referência ao fato de ter comandado o Inter durante 3 anos. Ele chegou a dizer que não se surpreende com o fato de o São Paulo, dirigido pelo treinador, ter sido derrotado pelo Inter na final da Libertadores deste ano.

?Não entendi a revolta deles. Ainda falei que não ia acontecer nada extra-campo. Só relatei um fato, e isso aconteceu mesmo, em 2004. Mas não disse que vai acontecer outra vez?, justificou Muricy, para depois atacar o cartola. ?É um pessoal que não vem do mundo do futebol, então acaba falando bobagem?, disparou. A partida de domingo será uma decisão. Com 59 pontos, o São Paulo é o líder isolado do Brasileirão, com oito a mais que o Grêmio.