Depois de ter assumido a liderança no dia anterior, Robert Scheidt tratou de abrir vantagem na primeira colocação do Mundial da classe Laser, ao vencer uma das duas regatas disputadas nesta quarta-feira – ficou em 28º lugar na outra, em resultado que é descartado na somatória geral. Assim, o velejador brasileiro tem agora 15 pontos perdidos, contra 20 do cipriota Pavlos Kontides, que ocupa a segunda posição na competição que acontece em Mussanah, em Omã.

O Mundial da Laser teve nesta quarta-feira o seu quarto dia de disputas, sendo o último da fase de classificação. A partir de agora, os primeiros colocados serão separados na flotilha ouro, na qual disputarão entre si o título da competição – são seis regatas restantes, com a realização de duas por dia até o final no sábado. “O nível aumentará muito a partir de amanhã (quinta-feira) e, consequentemente, as regatas ficarão bem mais difíceis”, avisou Scheidt.

Nesta quarta-feira, um dia de ventos fracos e inconstantes na raia de Mussanah, Scheidt começou mal e teve um resultado muito ruim, mas conseguiu se recuperar na sequência. “Fiz escolhas erradas na primeira regata em relação ao lado da raia, que me deixaram com a 28ª posição. Mas velejei bem melhor na segunda regata e consegui vencer”, contou o velejador, que terá a companhia de outro brasileiro na flotilha ouro: Bruno Fontes, que está em oitavo lugar no Mundial.

Maior medalhista olímpico brasileiro da história, Scheidt está voltando agora a disputar um Mundial da Laser, depois de passar oito anos competindo, também com enorme sucesso, na Star. Ele retornou para a antiga classe pensando na disputa dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, e, mesmo aos 40 anos, vem mostrando que pode ser campeão mundial novamente – já tem 10 títulos mundiais na Laser (incluindo um ainda como juvenil), além de três medalhas olímpicas.