Terminou o ano da seleção brasileira. Com a frustração da eliminação na Copa do Mundo ficando como uma marca eterna, a temporada acabou com uma vitória por 1×0 sobre Camarões, em Milton Keynes, cidade próxima a Londres, na Inglaterra. O retrospecto no papel foi ótimo: 14 jogos, 12 vitórias, um empate e apenas uma derrota, marcando 28 gols e sofrendo apenas três. Mas a derrota para a Bélgica faz com que todo esse aproveitamento fique em segundo plano, diante do fracasso na principal competição do futebol mundial.

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O Brasil entrou em campo planejando outro estilo de jogo – por mais que o sistema de Tite não mudasse. Com Allan e Arthur no meio-campo, haveria mais talento desde a saída de bola e chegada na frente, sem perder poder de marcação. Só que com apenas cinco minutos de jogo, após o volante do Napoli ter tido a primeira chance de gol, a seleção perdeu seu prinicipal jogador. Neymar começou a partida reclamando de dores, e após arriscar um chute de longe, sentiu a virilha e pediu substituição. Saiu vaiado pela torcida no estádio de Milton Keynes.

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Entrou um queridinho dos ingleses, Richarlison, hoje destaque do Everton na Premier League. Entrou na posição do camisa 10, mais um esforço do treinador em evitar uma quebra do sistema tático. Mas, apesar de ter o domínio tático, as chances brasileiras eram poucas. Depois de muito tempo de jogo sonolento, aos 20 minutos Willian e Firmino fizeram boa jogada e o atacante do Liverpool chutou em cima do goleiro Onana. Ficava aquela sensação: se botasse um pouco de “pressão na bola”, como diz Ivo Wortmann, o gol sairia.

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Mas o “ataque inglês”, que tinha Firmino, Richarlison e Willian (do Chelsea), não demonstrava força para superar a marcação camaronesa. Os africanos tinham uma ideia clara – na hora em que algum brasileiro errasse, principalmente no campo defensivo, eles estariam prontos para surpreender. Só que com o passar do tempo, eles foram se empolgando. Afinal, ninguém de azul ameaçava. O primeiro tempo terminou com a seleção de Camarões dominando a partida. Mas com o Brasil na frente. Aos 44 minutos, Richarlison, o melhor em campo, mandou uma cabeçada fulminante e abriu o placar.

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Arnaldo César Coelho e Galvão Bueno. A despedida do comentarista foi o assunto mais falado. Mais que o jogo. Foto: Reprodução/TV Globo
Arnaldo César Coelho e Galvão Bueno. A despedida do comentarista foi o assunto mais falado. Mais que o jogo. Foto: Reprodução/TV Globo

De qualquer forma, apesar da vantagem, a reflexão de Tite no intervalo seria semelhante aos momentos mais difíceis do ano, quase todos eles na Copa do Mundo. Afinal, se os números marcam uma campanha positiva, não se pode dizer que a seleção brilhou em 2018 porque no momento em que foi exigida não correspondeu. O gosto amargo na garganta, que vem desde o empate na estreia do Mundial contra a Suíça e se acentuou na eliminação para a Bélgica nas quartas de final, não seria esquecido com vitórias e gols em amistosos. Nem com título de Copa América.

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Só que o jogo não tinha acabado, apesar de ele não servir para mudar em nada o que se avaliou da seleção neste ano. Para deixar a última impressão mais agradável, a seleção passou a ser mais agressiva. O jogo ficou animado – Ekambi perdeu um gol embaixo das traves, o goleiro reserva camaronês Ondoa ficou doidão, saiu na intermediária e Gabriel Jesus chutou para a meta vazia e acertou o poste. Danilo também arriscou e levou perigo.

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O clima de fim de festa, entretanto, dominava a partida. A ponto da despedida de Arnaldo César Coelho na TV Globo ter mais relevância nas redes sociais que o jogo em si. E assim a partida seguiu até o apito final, com uma emoção no último lance, a cabeçada de Zoua na trave. Que venha 2019, e que a seleção volte a ser o time que impressiona nos números, mas também dê alegrias em campo.

Ficha técnica

AMISTOSO

BRASIL 1×0 CAMARÕES

Brasil
Ederson; Danilo, Marquinhos, Pablo e Alex Sandro; Allan, Paulinho (Walace) e Arthur; Neymar (Richarlison), Roberto Firmino (Gabriel Jesus) e Willian (Douglas Costa).
Técnico: Tite

Camarões
Onana (Ondoa); Fuchs, Banana, Kana-Biyik e Bong; Mandjeck, Kunde (Olinga), Djoum e Choupo-Moting (N’Jie); Bahoken (Bassogog) e Ekambi (Zoua).
Técnico: Clarence Seedorf

Local: MK Stadium (Milton Keynes-ING)
Árbitro: Michael Oliver (ING)
Gol: Richarlison 44 do 1º
Cartão amarelo: Mandjeck (CAM)
Público total: 29.669

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