Campeões da Liga Mundial de vôlei, os jogadores da seleção brasileira desembarcaram na manhã desta terça-feira, no Rio de Janeiro. Mesmo sem a calorosa recepção de outros tempos, ou mesmo, desfile em carro aberto, os atletas fizeram questão de comemorar o título ainda no saguão do Aeroporto Tom Jobim, apesar do cansaço da longa viagem de volta para casa.

Um dos líderes do time, remanescente da última geração, o líbero Serginho disse que ainda custa a acreditar na conquista do último domingo, quando os comandados de Bernardinho bateram a Sérvia por 3 sets a 2, em Belgrado. A conquista fez o Brasil igualar à Itália, que era isoladamente a maior campeã do torneio.

“Eu ainda não acredito muito. Foi uma vitória incrível”, disse Serginho, que ainda levou o prêmio de melhor jogador da competição, superando levantadores e atacantes, que em geral levam esse tipo de premiação. “Acho que os outros devem ter jogado muito mal para eu ter conquistado”, brincou. “O Murilo também merecia. Mas não penso no prêmio. O troféu foi mais importante”, resumiu o líbero.

Elogiado pelo colega, Murilo questionou a arbitragem da Liga. No quarto set da decisão, após ser chamado pelos integrantes da mesa, o juiz teve que voltar atrás em um ponto e computá-lo a favor do Brasil.

“Foi escandaloso. Você vê seu trabalho ir embora, mas a gente não desistiu e buscamos a vitória no quinto set”, disse o jogador. Um dos novatos da equipe, Leandro Vissotto também lembrou das dificuldades extras encontradas no Beogradska Arena. “Jogamos diante de 22 mil torcedores e até ouvimos hino de guerra da torcida, que jogou isqueiros e moedas na quadra”, disse.

Sempre exigente, Bernardinho chamou a atenção para a longa caminhada desse novo grupo, parte da renovação para o que chama de “ciclo olímpico”. “Começamos bem, mas ainda temos muito o que evoluir. A estrada é longa”, disse.

A seleção brasileira folga até domingo e se reapresenta na segunda-feira, quando começa a preparação para o Sul-Americano, que será disputado de 14 a 21 de agosto, em Cali, na Colômbia.

Com Bernardinho, a seleção brasileira conquistou oito Ligas Mundiais, outras duas medalhas olímpicas (ouro em Atenas 2004 e prata em Pequim 2008), duas Copas do Mundo (2003 e 2007), dois Mundiais (2002 e 2006), além dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro em 2007.