Teresópolis – À espera do sinal verde de Ronaldinho Gaúcho, recuperando-se de contusão, o técnico Carlos Alberto Parreira ainda não definiu se escalará o ataque inédito, formado por Ronaldo e Adriano, para o Brasil superar a Bolívia, domingo, no Morumbi, pela oitava rodada das eliminatórias do Mundial de 2006. Ele já deixou pistas de que pode até levar a campo os três atacantes. Mas alimenta a possibilidade de optar por Alex, no meio – Adriano ficaria assim no banco de reservas. “Não tenho pressa para decidir. Primeiro, preciso saber se o Ronaldinho Gaúcho vai estar em condições. Além disso, as duas hipóteses, com e sem Alex, tornam o time ofensivo.”

Se a dúvida na frente ainda permanece, o treinador já demonstrou nos treinos como será escalado o time nos outros setores. Na zaga, Roque Júnior vai atuar com Edmílson. No meio, Gilberto Silva, Juninho Pernambucano e Edu estão confirmados.

Ele quer dar liberdade a Edmílson para desempenhar um papel importante na partida. Como prevê que os laterais Belletti e Roberto Carlos e os homens de meio-de-campo serão muito marcados pelos bolivianos, tem explorado nos treinos táticos investidas de Edmílson até a área adversária. “Ele pode ser o elemento-surpresa, aquele que vem de trás, sem marcação, pronto para definir”, disse Parreira.

O ex-zagueiro do São Paulo tem a seu favor o bom aproveitamento nos chutes a gol, nos treinos em Teresópolis. E como a Bolívia não deve dar muito trabalho à zaga do Brasil, o jogador deve se tornar, em alguns momentos, mais um atacante da seleção.

O coletivo de hoje, o único da semana, vai servir para confirmar ou não a presença de Ronaldinho Gaúcho no jogo do Morumbi. Também será uma boa oportunidade de a comissão técnica avaliar a resposta dos atletas aos treinos em que houve exigência de forte marcação e de tabelas com rapidez, para envolver os bolivianos. “O resultado, na verdade, é aquilo se apresenta na partida”, comentou Parreira.

Desconcentração

A semana de preparação do Brasil para o jogo com a Bolívia tem sido marcada por eventos e visitas ilustres à concentração da seleção. Na terça e nesta quarta-feira, a namorada de Ronaldo, Daniella Ciccarelli, chamou mais a atenção do que os treinamentos. A modelo desfilou na Granja Comary com seu jipe Ranger, Rover, vestiu agasalho da comissão técnica e assistiu ao primeiro treino do grupo à beira do campo, ao lado da mãe de Ronaldo, dona Sonia.

Ontem, as meninas medalhistas de prata nos Jogos de Atenas foram homenageadas com um almoço, no mesmo instante em que era lançado o livro Seleção brasileira – 90 anos, com a presença de mais de 200 pessoas no evento realizado na Granja Comary. Apesar de tanta badalação relacionada a assuntos que não dizem respeito ao jogo com a Bolívia, o técnico Carlos Alberto Parreira não acredita que isso possa tirar a concentração da equipe.