A seleção brasileira de basquete masculino, oitava no Mundial de Indianápolis, voltou nesta terça-feira dos Estados Unidos com um discurso desafinado sobre a queda repentina de produção da equipe na competição. O Brasil venceu quatro partidas e obteve a primeira colocação de seu grupo na fase inicial. Depois, perdeu cinco seguidas.

Alguns atletas atribuíram o insucesso na reta final a um estado de acomodação do grupo. Houve quem apontasse a inexperiência internacional da maioria dos atletas como outro motivo. Intrigante, porém, foi a reação do ala Marcelinho, um dos melhores do Brasil.

Embora comedido, ele insinuou que algo fora da quadra prejudicou a seleção. ?Faltaram muitas coisas, o problema de convívio de quase dois meses teve peso, o relacionamento complicado de cobrança entre jogadores e do treinador também, mas o melhor é não analisar nada de cabeça quente.?

Marcelinho reconheceu que a oitava posição não deve ser considerada ruim. Afirmou, porém, que o Brasil tinha ?condições técnicas? de chegar entre os quatro primeiros. Não quis se estender.

O pivô Sandro Varejão creditou à falta de ?bagagem? da equipe as derrotas sucessivas. Já o ala Vanderlei, que desembarcou no Rio com uma luxação no ombro esquerdo, disse que a seleção perdeu a concentração durante a competição.

Ele admitiu alguns ?desentendimentos? no longo período de treinos e jogos. Mas acrescentou que os problemas foram resolvidos com diálogo e companheirismo. Para Helinho, o grupo ?é muito amigo e soube administrar? as adversidades. ?É muito difícil ficar tanto tempo fora de casa.?