Willians será mais um reforço para
segurar o Vasco no meio de campo.

Não há mistério desta vez. Sem três titulares, o técnico Paulo Bonamigo já confirmou o Coritiba que enfrenta o Vasco, domingo, às 16h, no Couto Pereira. Será um time no papel mais forte na marcação, mas que tem como estratégia ajustar a defesa para liberar os atacantes para fazer o que sabem. Para subir os degraus da vitória, o plano é dar um passo atrás – para depois dar dois à frente.

Isso porque o substituto de Tcheco será Willians, que é um volante de origem. “Ele entra porque está merecendo. Está muito bem e será útil nesta partida”, explica Bonamigo. Com isso, o Cori entra em campo com três jogadores de contenção – além do que vai entrar, Roberto Brum e Reginaldo Nascimento (que joga como terceiro zagueiro). “Nós teremos um posicionamento defensivo mais forte”, confirma o técnico alviverde.

Isso para que o time ganhe poder ofensivo. Pode parecer um contra-senso, mas Bonamigo espera que, com a entrada de Willians, o Cori possa atacar com mais jogadores. O pensamento dele é ocupar os espaços do ataque com Lima, Marco Brito e Edu Sales (os últimos formarão a quarta dupla de ataque diferente do Coxa neste Brasileiro), tendo ainda o auxílio de Adriano e Maurinho, que serão os alas.

Este, por sinal, ganhou a vaga em definitivo – ao menos até o retorno de Ceará, que segue em tratamento de uma lesão no púbis. Pepo, que vinha ocupando a ala-direita, fica como opção para o meio-campo. “O Pepo é um jogador muito útil no elenco, e pode acabar sendo cobrado por coisas que ele não é especialista”, justifica o técnico. “Quero aproveitar a oportunidade que o Bonamigo está me dando”, afirma o lateral.

No ataque, Marcel fica à espreita de uma possibilidade. Segundo Bonamigo, o momento ainda é de Marco Brito. “Ele não jogou contra o Grêmio por uma opção tática. Ele precisa ter a seqüência de jogos necessária”, diz o treinador alviverde. Mas o centroavante prata da casa pode ganhar uma chance, assim como Helinho, que vem sendo um dos destaques dos treinamentos jogando pela esquerda. A formação alviverde para enfrentar o Vasco terá Fernando Vizotto; Maurinho, Odvan, Edinho Baiano e Adriano; Reginaldo Nascimento, Willians, Roberto Brum e Lima; Marco Brito e Edu Sales.

Reclamação

A suspensão de Tcheco não foi bem digerida pelo Coritiba. A defesa dos advogados do clube foi desqualificada na 3.ª Junta Disciplinar do TJD. As imagens da TV foram descartadas, e apenas a súmula do árbitro Elvécio Zequetto foi utilizada como prova. O meio-campista coxa não joga domingo contra o Vasco, e também no outro final de semana, contra o Paysandu.

A zaga, a nova base para o sucesso do time coxa

Fernando lesionado, Tcheco e Jackson suspensos. De uma hora para outra, o técnico Paulo Bonamigo se viu sem três de seus jogadores fundamentais, os chamados ?intocáveis?. Agora, além do lateral-esquerdo Adriano, sobraram três jogadores que não precisam se preocupar com as intempéries dos resultados para se considerarem titulares. É a respeitável trinca defensiva formada por Odvan, Edinho Baiano e Reginaldo Nascimento.

Odvan é o mais novo no clube, mas com experiência comprovada no Vasco e na seleção brasileira. É o típico ?malvado?, aquele que não tem medo de encarar quem quer que seja, e que tenta fazer da área um lugar intransponível. Sua estréia contra o Grêmio foi elogiada, e serviu como melhor explicação para sua contratação. Ambientado, o zagueiro se prepara para enfrentar seu ex-clube no domingo, e formar como titular coxa pela primeira vez no Alto da Glória. “Essa será uma emoção especial, porque já senti a força da nossa torcida”, comenta.

Edinho Baiano é a referência técnica do elenco alviverde. Aos 36 anos, o capitão coxa é imprescindível no arranjo defensivo de Bonamigo -isso ficou claro nas derrotas para Inter, Cruzeiro e Juventude. É o ?técnico? da defesa: tanto pela qualidade que apresenta, quanto pela orientação que passa durante a partida. “Não me sinto mais importante que ninguém. Faço a minha e tento ajudar meus companheiros”, diz, no seu melhor jeito. Paciente, Edinho garante que só se irrita se não fazem o que ele pede dentro de campo.

Reginaldo Nascimento é o jogador com mais identificação com a camisa alviverde. São seis anos de Coritiba, e mais de duzentos jogos – quase todos eles com a camisa cinco. É o ?carrapato?, o jogador do trio que geralmente tem uma orientação específica de Bonamigo. Se for preciso, Nascimento gruda em um único adversário e não o solta nos noventa minutos. “Faço o que ele me pedir. Afinal, temos que garantir uma vaga no time”, brinca.

Mesmo com tantas qualidades, os três não se consideram intocáveis. “Não tem essa história não. Os jogadores que estão na reserva têm qualidade suficiente para jogar”, diz Nascimento. “Essa história de intocável é meio complicada. Melhor a gente trabalhar, que aí sim a gente garante a posição”, completa Edinho.

E Paulo Bonamigo é o satisfeito. O treinador conta agora com uma zaga que ele acredita ser a ideal para o campeonato brasileiro. “Eu sempre digo que a chave das vitórias é uma boa sustentação defensiva. E acho que nós temos uma estrutura boa com os três”, avalia. Além disso, ele confia que a experiência e a segurança da trinca crie um ?efeito cascata? positivo. “Com eles, você começa a ficar mais perto da vitória”, finaliza o técnico alviverde.