Estreante em Copas e único “sobrevivente” entre as seleções africanas no Mundial, o Senegal tem como missão vencer a Suécia na partida cujas previsões apontavam para ser realizada entre as eliminadas França e Argentina. O jogo acontece amanhã, às 3h30, em Oita. Seu maior obstáculo será desmontar a bem postada defesa nórdica, que resistiu bravamente ao ímpeto argentino na última partida da primeira fase.

O problema, entretanto, serão as ausências de dois importantes jogadores do meio-de-campo africano, Salif Diao e Khalilou Fadiga, suspensos. “São dois jogadores que não podem ser substituídos”, reconheceu o técnico do Senegal, o francês Bruno Metsu. Fadiga foi jogador importante na campanha vice-campeã da Copa das Nações Africanas deste ano ao assinalar muitos gols e por ser bom cobrador de faltas.

Além dos dois jogadores suspensos, Metsu terá de driblar a possível baixa do zagueiro Ferdinand Coly, com lesão no joelho cuja participação ou não será definida após o treino de hoje. Assim, as esperanças recaem sobre o ponteiro de cabelos descoloridos El Hadji Diouf, eleito o jogador africano do ano.

Já o invicto time da Suécia chegou a Oita, no sul do Japão, ontem, para a partida decisiva contra os surpreendentes senegaleses. Depois de ter se safado, em primeiro lugar, do “Grupo da Morte”, o treinador Lars Lagerback disse que seus jogadores estão traçando, silenciosamente, o caminho até as semifinais.

O meia Fredrik Ljungberg e o goleiro Magnus Hedman recuperam-se de lesões e esperam estar aptos para participar do treinamento deste sábado. O técnico já disse que vai decidir se vai aproveitá-los ou não somente no último instante possível.

O treinador disse também que seus atletas treinaram cobranças de pênalti, mas não muitas. Ele ainda não tem definidos os cobradores, na hipótese de um empate ao fim de 120 minutos.

“Eles são muito perigosos, são bons jogadores”, avaliou o atacante Larsson. “Eles não teriam ido lá e vencido a França e conseguido a classificação no grupo sem ser um bom time”, acrescentou. Para o atacante do Celtic da Escócia, maior artilheiro da Europa nas duas últimas temporadas, autor dos dois gols da vitória sobre a Nigéria (2 a 1), “o mais importante é a vitória, e não marcar gols”. “Estou bem, mas o time está jogando bem e isso é o que importa”, conclui Larsson.

SUÉCIA X SENEGAL

Suécia: Hedman; Lucic, Jakobsson, Mjallby, Mellberg; Ljungberg (Alexandersson), Svensson, Linderoth, M. Svensson; Larsson, Allback (Andersson). Técnicos: Lars Lagerback e Tommy Sodeberg.

Senegal: Sylva; Coly (Beye), Diop, Diatta, Daf; Ndour (Faye), Cisse, B. Diop, Ndiaye; Diouf, Camara (M. Ndiaye). Técnico: Bruno Metsu.

Árbitro: Ubaldo Aquino (Paraguai).

Local: Estádio Oita Stadium (Big Eye).