Nesta terça-feira, em Lausanne, na Suíça, a Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) teve a audiência definitiva sobre o caso de Rebeca Gusmão. A nadadora brasileira, banida do esporte por ter sido flagrada no exame antidoping antes dos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007, tenta reverter a pena dada pela Federação Internacional de Natação (Fina).

Segundo o advogado de Rebeca Gusmão, Breno Tannuri, a sentença do CAS sairá num prazo de 30 a 45 dias. “Minha cliente é inocente. Se isso não for reconhecido na justiça dos homens acredito que será na de Deus. Ela tem muito ainda a oferecer ao Brasil como atleta”, disse o defensor, após a audiência desta terça-feira na Suíça, quando expôs sua tese sobre o caso.

Rebeca Gusmão foi banida da natação pela Fina há seis meses, depois de ter sido condenada em seu segundo caso de doping – o primeiro foi em maio de 2006, durante o Troféu José Finkel. A reincidência aconteceu antes do Pan do Rio, quando exame apontou testosterona acima do normal em seu organismo e ela acabou perdendo as medalhas conquistadas na competição.

Em maio de 2008, Rebeca Gusmão tentou anular sua primeira punição no CAS. O tribunal, na época, decidiu que não tinha competência para julgar o caso e a suspensão de dois anos imposta pela Fina foi mantida. Agora, ela apela novamente à última instância da justiça desportiva para tentar reverter a segunda pena, que a baniu da natação.