Carlos Alberto e Michel Bastos acertaram
e trouxeran mais tranqüilidade.

Ninguém sabe o que acontece com o Atlético fora de casa, mas a promessa é de vitória amanhã, contra o Paysandu, para apagar mais uma má impressão deixada longe da Arena. Com a derrota vexatória para o Guarani, nem o presidente Mário Celso Petraglia se conteve e chamou sua própria equipe de “time pequeno”. Um puxão de orelhas via microfones após a partida que continuou ontem no CT do Caju, com o técnico Osvaldo Alvarez gesticulando muito e cobrando mais responsabilidade do grupo. Se vai dar certo, só o tempo dirá, mas se o time não despertar, a guilhotina deverá começar a funcionar pelos lados da Baixada.

Nenhum dirigente fala a respeito de possíveis dispensas. Ontem, no CT, o diretor de futebol Alberto Maculan apontou apenas o trabalho para o time voltar a vencer e apresentar um bom futebol. Para ele, as conversas e as cobranças existem e vão continuar acontecendo até que o Rubro-Negro retome seu caminho natural de protagonista do campeonato brasileiro. Por enquanto, o Furacão não passa de um mero coadjuvante, pelos números e pelo desabafo de Petraglia, que só poupou o goleiro Diego do desastre em Campinas.

As desculpas para o pífio desempenho quase não existem mais. Após a partida, Diego e o zagueiro Capone deixaram entender que tem gente no time fazendo corpo mole. Ontem, saíram de fininho e evitaram a imprensa, talvez até para evitar mais desgaste com o restante do grupo. Os demais tentam encontrar alguma explicação. “O time não se comportou bem dentro de campo nem encontrou o futebol que nós estamos acostumados a jogar. O Guarani mostrou mais vontade do que nós e conseguiu o resultado”, apontou à Tribuna o volante Luciano Santos.

Para o meia Jádson, o time dormiu em campo, mas vai despertar contra o Paysandu. “Não sei o que aconteceu lá, nem sei explicar, mas o professor Vadão já conversou com a gente e a gente vai para cima do Paysandu”, arriscou. Agora, a única promessa é a vitória, apesar de os jogadores saberem das dificuldades que encontrarão. “Podemos prometer a vitória, sabemos que o Paysandu e qualquer equipe que vier jogar contra a gente vai dificultar ao máximo e precisamos ter tranqüilidade agora e buscar essa nova vitória”, analisa Luciano.

“Quatro” reforços deixam Vadão mais tranqüilo

Se para quem atuou em Campinas e perdeu para o Guarani o clima era de tristeza, pelo menos dois jogadores puderam sorrir e sonhar com um futuro dentro do Atlético, ontem. Após um período de testes, o volante Carlos Alberto foi contratado e, ontem, chegou e já realizou o primeiro treino com bola o lateral-esquerdo Michel Bastos, envolvido na venda de Jean para o Feyenoord, da Holanda. Os dois vêem do clube holandês e, assim com o meia Adriano (que renovou por mais um ano) e Alex Mineiro (contratado até dezembro) são os novos reforços para a sequência do campeonato brasileiro.

O volante Carlos Alberto, de 24 anos, começou sua carreira nas escolinhas do Grêmio, subiu para o profissional e participou das conquistas do título gaúcho, da Copa do Brasil e da Libertadores. Em 1999, foi para a Holanda e jogou pelo Excelsior (espécie de time B do próprio Feyenoord, que também disputa a primeira divisão daquele país), passou pelo América Mineiro, pela Bélgica e retornou ao aspirante do Feyenoord. “Espero que tenha chances de mostrar meu futebol. Estou com uma vontade grande de ajudar o Atlético”, disse à Tribuna. Ele tem contrato até dezembro e está com o passe na mão.

Já o lateral-esquerdo Michel Bastos chega com o objetivo de transformar o Rubro-Negro numa vitrine para sua carreira. “Minha vinda para cá foi inesperada porque eu estava cogitado para jogar lá, depois teve essa negociação com o Jean, e achei melhor vir para cá para jogar no Atlético, que é um grande clube”, aponta. Antes de ir para a Holanda, Michel despontou na Copa Sul-Minas do ano passado jogando pelo Pelotas. Contratado pelo Feyenoord, também passou uma temporada no Excelsior até ser emprestado para o Furacão até junho do ano que vem.

Os dois, junto com Alex Mineiro, só poderão entrar em campo a partir da partida contra o Vasco, no sábado da outra semana, se toda a documentação chegar em tempo. Já o meia Adriano poderá fazer sua reestréia na quarta-feira, contra o Santos.

Liminar

O presidente do Vitória, Paulo Carneiro, parece que não está disposto a perder o atacante Alex Mineiro para o Atlético. Após ter acertado tudo com os representantes do jogador e com o Tigres, o dirigente quer tentar impedir a inscrição do artilheiro pelo Furacão. Para tanto, ele está tentando fazer valer na justiça um pré-contrato que já estaria assinado pelas partes. De acordo com o diretor de futebol Alberto Maculan, até ontem à tarde a CBF não havia recebido nada nesse sentido. Segundo ele, o Rubro-Negro não liberou o jogador para acertar com os baianos e ponto final. O clube, inclusive, mandou um funcionário para o Rio de Janeiro para agilizar os trâmites legais e só aguarda um fax da federação mexicana para dar entrada na papelada.