Mesmo sendo o futebol o ?carro-chefe? em termos de divulgação, o Paraná Clube tem um perfil diferenciado. É um clube também social e por isso segue os tradicionais modelos. Seu associado tem livre acesso às mais de trinta atividades oferecidas nas diversas sub-sedes.

Ao longo dos dois últimos anos, o trabalho da diretoria não se restringiu apenas ao sucesso dentro das quatro linhas. Houve um resgate do quadro associativo do clube, que conta hoje com cerca de 6.500 sócios ativos.

Isso representa, em números absolutos, cerca de 30 mil usuários, levando-se em conta o número de dependentes.

?A grande vantagem do Paraná é a oferta de várias atividades a um baixíssimo custo?, lembrou o gerente-social Luiz Carlos Casagrande. ?Temos atividades que vão da musculação ao balé, com preços simbólicos para os nossos sócios?, destacou. Na questão futebol, a única vantagem do associado está no fato de poder acompanhar o time pagando apenas meio-ingresso. ?Mas, já estamos estudando essa questão?, emendou Casinha.

O clube, seguindo o exemplo do Internacional, pretende lançar ainda este ano a campanha sócio-torcedor. Porém, isso ainda está em estudo, segundo Casagrande. ?Temos que agir com critério, cativando novos sócios para o futebol, mas sem esvaziar o nosso quadro de sócios-esportivos?, frisou. Nesse estudo, está a criação de diversos segmentos, atendendo à setorização do Estádio Durival Britto. ?Teríamos valores distintos para a utilização da curva norte, da reta do relógio ou das cadeiras?, completou Luiz Carlos.

Atualmente, o Paraná arrecada cerca de R$ 400 mil/mês com o seu quadro de associados. ?Hoje, podemos dizer que empatamos nossas despesas?, afirmou Casinha. ?Temos trezentos funcionários e muitas sedes para administrar. Mas, acredito que superamos o pior momento, onde não conseguíamos cobrir despesas?, analisou. Além da mensalidade, o Paraná também obtém retorno financeiro com a locação de seus salões e a partir do próximo mês deve novamente investir na realização de grandes shows.

O último ocorreu apenas em 1999, quando o clube trouxe Zeca Pagodinho ao seu salão nobre. Nessa ?retomada?, a vertente samba continuará sendo o prato principal.

No próximo dia 16 de junho, subirá ao palco Jorge Aragão. ?É uma característica que estamos tentando resgatar?, lembra Casinha. Para o gerente-social, este deve ser o diferencial em relação a outros clubes de Curitiba, a mescla entre o social e o futebol, buscando o fortalecimento simultâneo das duas bases que sustentam o Paraná Clube, política e financeiramente.