A queda do avião da Chapecoense em Medellín, na Colômbia, fez as relações entre Brasil e o país vizinho se estreitarem. As manifestações de solidariedade às mortes e o carinho do povo colombiano comoveu os brasileiros, como admitiu o embaixador do País em Bogotá, Júlio Bitelli, que acompanhou todo o processo de resgate e envio dos corpos para Santa Catarina e destacou a forte amizade construída entre os países.

“Não é necessário algum papel ou formalidade burocrática para selar a fraternidade entre Colômbia e Brasil ou Chapecó com Medellín. Mesmo sem papéis que mostrem, somos mais irmãos do que nunca”, disse Bitelli na última sexta, pouco depois da decolagem dos três aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), com os 50 corpos das vítimas do acidente aéreo da noite de segunda-feira (madrugada de terça-feira no horário de Brasília). “Com tudo o que passou, o Brasil descobriu a Colômbia”, afirmou.

O público colombiano rendeu homenagens principalmente na quarta, no horário em que seria do jogo entre Chapecoense e Atlético Nacional pela final da Copa Sul-Americana, em Medellín. Uma festa no estádio Atanásio Girardot teve mais de 40 mil pessoas, quase todos com roupas brancas, velas acesas e gritos de “Força, Chape” para demonstrar apoio aos familiares das vítimas e torcedores do clube.

A festa foi organizada pela diretoria do Atlético Nacional, em conjunto com a prefeitura de Medellín, dona do estádio. “A mensagem que deixamos ao mundo inteiro é que somos solidários. O que se viu nos últimos dias é a real imagem de Medellín. Foi uma despedida dura, mas que jamais vamos esquecer”, afirmou o prefeito Federico Gutiérrez Zuluaga, que decretou luto na cidade e determinou o adiamento do começo das tradicionais festas pré-Natalinas.