Jogadores e torcedores comemoram o
primeiro gol, anotado por Marcel.

Houve choro, houve emoção quase descontrolada. Mas era por um motivo justo. O Coritiba, com a vitória de ontem no Couto Pereira, sobre o Criciúma por 2×0, chegou pela segunda vez à Copa Libertadores da América, fechando o campeonato brasileiro na quinta posição, a melhor colocação da equipe desde o título de 85. A vitória criou um clima de euforia que saiu das 36 mil pessoas que estavam no estádio e tomou conta da cidade.

O clima do jogo já era sentido horas antes. O apito inicial era às 18h, mas às 14h30 não havia ingressos e às 16h45 as arquibancadas já estavam lotadas. Era um ambiente positivo, que também se transformaria inevitavelmente em pressão, para os coxas e para os catarinenses. Nos primeiros instantes, a defesa do Criciúma tinha dificuldades em sair jogando, mesmo que o Cori não iniciasse com o ímpeto ofensivo que se propalava.

A primeira oportunidade real foi de Lima, aos 17 minutos – ele passou por dois adversários e tentou o chute, que foi para fora. Mas era um lance fortuito, pois o meio-campo não trabalhava com eficiência, dificultando a criação de jogadas para Edu Sales e Marcel. Dessa forma, era o Tigre que chegava, e aos 31 minutos, Fernando teve que intervir com eficiência no arremate de Dejair.

Mas Leo Oliveira resolveu ajudar o Coritiba. Aos 32, o zagueiro do Criciúma “rebateu” um cruzamento de Jackson, e o pênalti foi marcado. Na cobrança, Fabiano defendeu a cobrança de Marcel, mas a arbitragem acusou o avanço do goleiro, levando os catarinenses à loucura. Na segunda cobrança, quatro minutos depois, o centroavante coxa deslocou Fabiano e abriu o placar, marcando seu vigésimo gol no Brasileiro.

Paulo Bonamigo pediu no intervalo que os jogadores não administrassem o resultado muito cedo. No primeiro minuto, Edu Sales sentiu dores e foi substituído por Helinho. Logo depois, Jackson deixou Lima na cara do gol, mas o jogador coxa chutou nas pernas de Fabiano. Marcel também tentou, mas o goleiro catarinense fez boa intervenção.

Mandando no jogo e jogando com tranqüilidade, o Coritiba aumentou a festa aos 14 minutos. Jackson lançou Marcel, que tentou o chute – Fabiano espalmou, e Lima só teve o trabalho de tocar para o gol vazio. A partir dali, os torcedores pouco prestaram atenção ao que acontecia dentro de campo. Era a hora de comemorar, de soltar um grito que parecia estar guardado há dezoito anos. Não era título, mas era a vaga na Libertadores, e principalmente a recuperação completa do orgulho de ser coxa-branca.

CAMPEONATO BRASILEIRO
CORITIBA 2X0 CRICIÚMA

Coritiba:

Fernando; Maurinho, Danilo, Odvan e Ricardo; Reginaldo Nascimento, Roberto Brum, Jackson e Lima (Pepo); Edu Sales (Helinho) e Marcel (André Nunes). Técnico: Paulo Bonamigo

Criciúma:

Fabiano; Leo Oliveira, Duílio e Luciano; Eto, Edinho (Saulo), Cléber Gaúcho, Douglas e Luciano Almeida (Gleidson); Dejair (Rômulo) e Leonardo. Técnico: Gílson Kleina

Súmula
Local:

Couto Pereira
Árbitro: Sérgio Cristiano Nascimento (RJ)
Assistentes: Marcos Tadeu Peniche Nunes (RJ) e Vilmar Raul (RJ)
Gols: Marcel 36 do 1º; Lima 14 do 2º
Cartões amarelos: Reginaldo Nascimento, Maurinho, Odvan (CFC); Luciano Almeida, Douglas, Eto, Cléber Gaúcho (CRI)
Renda: 36.571 (31.013 pagantes)
Público: R$ 209.132,00