Valquir Aureliano
O meia Ramon é a contratação de maior impacto e também de quem se espera muito retorno.

Os próximos dias serão de novidades no CT do Caju. O zagueiro Antônio Carlos, o meia Ramon e o lateral-esquerdo Alessandro Viana devem se integrar ao elenco principal e começar a disputar as respectivas posições no time titular. Devido às deficiências apresentadas pela equipe, até o momento, é grande a probabilidade dos três serem relacionados, ao menos, para o banco de reservas na partida desta quarta-feira, diante do Flamengo, na Arena. O jogo é importantíssimo para o Furacão, que necessita desesperadamente da vitória para fugir da zona de rebaixamento. O Delegado, que chegou a Curitiba na noite de ontem, vindo de Recife, deve conversar hoje com sua comissão técnica para avaliar a situação dos três atletas e saber se já pode contar com eles.

Das contratações, com certeza, a de maior impacto é do meia Ramon, que fez um bom Campeonato Brasileiro, ano passado, pelo Vasco. O atleta chegou a ser contratado pelo Atlético no começo deste ano, mas deixou o clube por desavenças com o então diretor de futebol Marcos Teixeira, segundo declarações do presidente Mario Celso Petraglia.

Ramon é a solução encontrada pela diretoria para dar dinâmica ao quase acéfalo meio-campo paranaense. Espera-se da dupla Ramon-Ferreira a criação de jogadas e municiamento ao ataque, setor que enfraqueceu bastante com a perda do ídolo Alex Mineiro.

Quanto aos demais reforços, são uma incógnita para a torcida rubro-negra. Antônio Carlos foi campeão carioca pelo Fluminense, em 2005, e foi vendido muito jovem para o Ajaccio (França). Já Alessandro estava atuando no desconhecido Melbourne Victory, da Austrália. Entretanto, nas declarações dadas pelo jogador ao site do clube, se descreve como um jogador habilidoso e veloz.

Ataque

Devido ao afastamento dos gramados de Alex Mineiro, por aproximadamente 90 dias, o Atlético teve que buscar mais um reforço para a posição. A diretoria não confirma, mas a Tribuna descobriu que o atacante Marcelo Tamandaré realiza exames médicos no CT do Caju e deve assinar nos próximos dias. Entretanto, para o atacante estrear ainda vai demorar um pouquinho. Ele ficou muito tempo parado no Vasco e precisa adquirir melhor condicionamento físico e ritmo de jogo. Marcelo, que chegou a Curitiba na última quinta-feira, conversou com a Tribuna e revelou que ainda não assinou contrato, mas que está em negociação:

Tribuna – Como surgiu o convite?

Marcelo – Estava treinando no Vasco, no expressinho. Já tinha vontade de jogar no Atlético e o convite uniu o útil ao agradável.

Tribuna – Está pronto para encarar a pressão de atuar no Atlético?

Marcelo – Espero estar pronto para assumir esta posição no Atlético. Tenho a experiência de ter jogado oito anos fora do Brasil.

Tribuna – Você é torcedor do Atlético, mas começou no futebol no arqui-rival. Como foi isso?

Marcelo – Foi a oportunidade que apareceu e porque eu morava perto também. Joguei no Coritiba dos 11 aos 17 anos. Mas sou atleticano. Em 99, jogava no Malutrom e meu primeiro gol no Campeonato Paranaense foi justamente contra o Atlético. Me doeu o coração.

Tribuna – Durante sua temporada no exterior tinha notícias do seu clube do coração?

Marcelo – Sempre que podia eu acompanhava o que estava acontecendo com o Atlético. Ultimamente minhas atenções estavam voltadas para o Vasco, que era o clube onde estava.

Tribuna – O que significa pra você jogar no Atlético e atuar novamente em sua cidade?

Marcelo – Com certeza é a realização de um sonho. A expectativa de vestir a camisa do Atlético é muito grande.