Após a vitória do Maringá por 2×1 sobre o Coritiba, na partida de ida das semifinais do Campeonato Paranaense, disputada na última quarta-feira no estádio Willie Davids, na Cidade Canção, o técnico Claudemir Sturion esclareceu o anúncio de que, concluída a competição, mudaria de ares, assumindo o comando técnico do Foz do Iguaçu. A explicação do treinador, em que pese o grande momento vivido pelo Zebrão, que de candidato ao rebaixamento está a um empate simples da decisão do Estadual, teve motivação no calendário dos dois clubes.

Sturion, cujo contrato se encerra dia 13 de abril, acredita que disputar a Divisão de Acesso no segundo semestre é mais interessante que o Brasileiro da Série D, onde o Maringá já possui vaga garantida. “Se fosse para permanecer aqui no Maringá pra disputar a Série D, que é um calendário bem curto, pra mim não seria interessante”, analisou.

Apesar de descartar a permanência no Maringá, o treinador admite que pelo expressivo trabalho conduzido na equipe do Norte pioneiro do Estado, e que pode culminar domingo com uma vaga às finalíssimas do Paranaense – desbancando o atual tetracampeão da competição -, caso clubes que disputem divisões acima lhe procurem pode reconsiderar a opção pelo Foz do Iguaçu. “Esse é um compromisso que eu tinha antes, já tinha dado a palavra (ao Foz do Iguaçu). A diretoria (do Maringá) fez um esforço pra me segurar aqui, mas a gente sabe como é o futebol. De repente se aparece uma equipe de Série B, Série C aí a gente tem que mudar o caminho, né? Trabalhamos pra isso”, admite Claudemir Sturion.

Arbitragem

A delegação deixa Maringá às 12h rumo à capital, para o jogo de amanhã preocupada com a arbitragem. “Claro que isso nos preocupa, a arbitragem sempre tende a puxar para o lado da capital. Mas a gente tem que pensar em jogar bola, repetir a boa atuação da primeira partida e conquistar a vaga”, afirmou o presidente João Regini.