O técnico da seleção brasileira, Tite, chegou ao aeroporto de Chapecó, em um voo fretado por volta das 11h25. Ele estava acompanhado de Edu Gaspar, coordenador técnico da seleção, e do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero. “Vim para amenizar um pouquinho o sofrimento e encorajar as famílias”, disse Tite. Del Nero preferiu não falar com a imprensa.

Mais cedo, por volta das 8h50, o presidente da República, Michel Temer, chegou ao aeroporto municipal de Chapecó para participar de uma cerimônia em homenagem às vítimas do acidente aéreo envolvendo atletas da Chapecoense.

A presença presidencial foi polêmica durante toda a semana. Alguns familiares chegaram a reclamar do fato de precisarem ir até o aeroporto “encontrar o presidente”. A indecisão sobre a presença ou não de Temer no estádio durou até o fim da cerimônia. No final, Temer decidiu ir ao local do velório. “Não disse antes que iria ao estádio porque se eu dissesse a segurança iria colocar pórticos ao redor do estádio e revistar as pessoas que entram. Só comuniquei que vou lá agora para facilitar a vida de todos”.

Na comitiva presidencial estão os ministros do trabalho, Ronaldo Nogueira, e do Esporte, Leonardo Picciani. Além do secretário-geral da CBF, Walter Feldman. Às 9h05, o presidente entrou em uma área reservada para conversar com as famílias.

Esse encontro com familiares foi motivo de polêmica durante toda a semana. Familiares das vítimas mostraram clara insatisfação com o fato de se deslocarem do estádio para o aeroporto. Quem mais vocalizou essa insatisfação foi o pai do zagueiro Felipe Machado, Osmar Machado, ainda no gramado da Arena Condá, na última sexta-feira. “Isso é um desrespeito. Eu ter que sai daqui para dar um abraço no presidente. Quem deveria vir até nós era ele”, disse. Osmar, de fato, não foi ao aeroporto.