Adversária do Brasil na estreia da Copa do Mundo, dia 17 de junho, na cidade de Rostov, a Suíça é uma seleção que tradicionalmente se destaca por um forte jogo defensivo. Mas, agora sob o comando de Vladimir Petkovic, tenta fazer um pouco mais do que se defender. O treinador nascido em Sarajevo, na Bósnia, há 54 anos, e naturalizado suíço, acredita que seu time dificilmente surpreenderá o Brasil, mas poderá tranquilamente obter o segundo lugar no Grupo E, que conta ainda com Sérvia e Costa Rica.

Para isso, ele diz contar com o espírito guerreiro de seus jogadores, a maioria deles com experiência de jogar por equipes que disputam campeonatos importantes da Europa, como o Italiano e o Alemão. “Nós nunca achamos que um jogo está perdido, e sempre jogamos para vencer”, disse o treinador, em Moscou, logo após o sorteio das chaves do Mundial.

Desta maneira, a Suíça perdeu apenas uma partida nas Eliminatórias, por 2 a 0 para Portugal, o que lhe custou o primeiro lugar no Grupo B – ficou em segundo, justamente atrás dos portugueses. Ainda assim, venceu nove partidas e fez 23 gols – sofreu apenas sete. Na repescagem, garantiu a vaga ao bater a Irlanda do Norte fora de casa por 1 a 0 e empatar sem gols em casa.

A equipe suíça tem jogadores experientes como os goleiros Burki e Sommer, os laterais Lichtsteiner e Ricardo Rodríguez e o meia Xhaka. O atacante Embolo também é útil, apesar da irregularidade em campo.

Sobre enfrentar o Brasil, Vladimir Petkovic, apesar de saber que irá jogar contra um dos favoritos não só do grupo como ao título, não vai se dar bom vencido antes da batalha. “Fico muito feliz em estar com o Brasil, mas vamos buscar pontos logo no primeiro jogo”, garantiu o treinador.